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Imensidão azul e os golfinhos da costa brasileira

Publicado em: 22.08.2020 às 14:00

Larissa Rosa de Oliveira Foto: Acervo pessoal
A professora e coordenadora do Programa de Pós-Graduação em Biologia da Unisinos, Larissa Rosa de Oliveira, destaca a importância da pesquisa para mapear a evolução de indivíduos e preservar espécies.

Como a Unisinos entrou no estudo da baleia-franca-austral?

Larissa: Foi em 2010 quando fomos apresentar, em um Comitê da Comissão Nacional Baleeira, dados de variabilidade genética e de um gargalo populacional com base nas baleias de Torres para compor um consórcio de instituições do Hemisfério Sul.

Qual a importância das parcerias?

Larissa: Fundamental a colaboração internacional. As espécies não respeitam fronteiras políticas. Diferentes pesquisadores estudando permite compreender um cenário maior. Algo importante para espécies que têm problemas de conservação. O resultado é sempre muito significativo, pois temos um cenário global de tartarugas, baleias, leões-marinhos. Resultado muito mais importante e mais claro para a evolução da ciência.

O que motivou a pesquisa sobre tartarugas?

Larissa: Aqui, no RS, é área de alimentação e ao longo de 25 anos de coletas compilamos um número grande de espécies. Isso possibilitou compreender a forma do tamanho do crânio com o desenvolvimento dos animais, como mudanças associadas ao hábito alimentar. E essa transformação foi detectada através do estudo do Eduardo, que fez um excelente trabalho. Ele organizou, mediu, estudou ambiente marinho e descobriu a mudança do crânio, evidenciando uma questão evolutiva.

Quais as contribuições de pesquisas nos oceanos?

Larissa: Se acredita que conhecemos menos do mar do que da lua. Dá para imaginar a grande quantidade de informações que poderíamos ter extraída para a compreensão da climatologia da Terra, que passa pelas mudanças no mar? Compreendendo o que se passa no mar, podemos entender melhor as mudanças. O mar e o oceano profundo vai trazer várias informações importantes, desde fármacos até a observação das mudanças climáticas.

E a profissão?

Larissa: Sempre gostei de água. Era surfista. Assistia seriados do Jacques Cousteau. Mas vi um filme, Imensidão Azul (inspirado na vida do mergulhador Jacques Mayol) e pensei: que incrível. Fui estudar Biologia. Estudei muito lobo-marinho, leão-marinho e golfinhos. Compilamos toda a população de golfinhos da costa brasileira com quase 8 mil quilômetros. Sonho é minha profissão.

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