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Notícias | Região Serviço

Após o Dia D neste sábado, campanha de multivacinação segue até o dia 30

Em São Leopoldo, em pelo menos três unidades de saúde o horário de atendimento será ampliado para atender a comunidade

Por Renata Strapazzon
Publicado em: 17.10.2020 às 13:28 Última atualização: 17.10.2020 às 13:30

Nicole, 3 anos, foi com o pai receber a vacina contra a poliomielite Foto: Diego da Rosa/;GES/Diego da Rosa/GES
Uma oportunidade para atualizar a caderneta vacinal de crianças e adolescentes até 15 anos. Este tem sido o principal objetivo da campanha de multivacinação e também de vacinação contra a poliomielite, promovida pelo Ministério da Saúde e que segue até 30 de outubro. O Dia D da campanha acontece neste sábado (17) e tem levado dezenas de pessoas aos postos de saúde das cidades da região. Em São Leopoldo, as vacinas estão sendo disponibilizadas em 15 unidades básicas, na unidade móvel e também por meio do drive-thru, montado no estacionamento do Ginásio Celso Morbach.

“A procura tem sido muito boa, especialmente neste Dia D que é uma data tradicional de mobilização. Muitas crianças e adolescentes têm a carteirinha atrasada, que pode ser colocada em dia. Além disso, aos adultos está sendo ofertada a vacina da influenza”, comenta o secretário da Saúde leopoldense, Ricardo Charão.

De acordo com ele, quem não puder comparecer aos postos neste fim de semana encontrará vacinas como BCG, tríplice (sarampo, caxumba e rubéola) ou tetra viral (sarampo, caxumba e rubéola e varicela) nas UBS. “Para facilitar o acesso, principalmente daquelas pessoas que trabalham e que não conseguem comparecer ao posto de saúde nos horários normais, até as 17 horas, ampliamos o atendimento na Campina, Vicentina e Imigrante Feitoria. Nestes postos, até o final do mês o atendimento ocorrerá até as 19 horas”, explica.

Sem aglomerações 

Quem aproveitou o Dia D foi o metalúrgico Rodrigo Borges, 35 anos. Morador do bairro São Miguel, ele levou a filha, a pequena Nicole, 3, para fazer a vacina da poliomielite no drive-thru do Ginásio. “Achei uma boa ideia disponibilizarem aqui a vacina, o que evita aglomerações nos postos”, comenta. Borges, no entanto, se disse preocupado com o baixo movimento que viu no momento em que esteve no local, pela manhã.

“Acredito que muitas pessoas não se preocupam em vacinar pelo fato de esta ser uma doença erradicada no Brasil. Não têm medo porque não ouvem mais falar de casos dela. No entanto, a situação só está deste jeito por causa da vacina”, avalia. O Brasil não detecta casos de poliomielite desde 1990. Em 1994, o País recebeu da Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) a certificação de área livre de circulação do poliovírus selvagem do seu território, juntamente com os demais países das Américas

Queda na vacinação

No entanto, a observação de Borges também é feita pelo Ministério da Saúde, que alerta que vem se observando uma queda na cobertura vacinal nos últimos anos no País. Em 2019, segundo o MS, o Brasil contabilizou 7,7 milhões de não vacinados contra a febre amarela em crianças e adolescentes menores de 15 anos.

Já a Hepatite B, na mesma faixa etária, contabilizou cerca de 24,8 milhões de não vacinados. Em adolescentes de 11 e 12 anos o número de não vacinados foi de 4,3 milhões para a vacina meningocócica. Quando se fala em vacinação contra HPV, somente 73,6% das meninas com idade entre 9 e 15 anos tomaram a primeira dose e o número diminui quando se fala na segunda, apenas 46% das meninas foram imunizadas. Já os meninos com faixa etária de 09 a 14 anos apenas 36,2% tomaram a 1º dose e 19,2% tomaram a 2ª dose da vacina.

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