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Notícias | Região Covid-19

Com manutenção da bandeira vermelha, aulas presenciais podem ser suspensas na região

Amvars deverá encaminhar pedido ao Estado para garantir a continuidade das atividades de ensino em sala de aula, apesar da classificação de risco alto pela segunda semana consecutiva

Por João Victor Torres
Publicado em: 21.11.2020 às 15:09 Última atualização: 21.11.2020 às 16:22

Aulas do nono ano da escola CEI em Campo Bom Foto: Bruna Mattana/GES-Especial
Com o mapa preliminar da 29ª rodada do modelo de distanciamento controlado do Estado, a região de Novo Hamburgo recebeu pela segunda semana consecutiva a classificação de alto risco para o avanço do novo coronavírus. A divulgação prévia ocorreu na sexta-feira (20). O bloco intermunicipal formado por 15 cidades, majoritariamente do Vale do Sinos, deverá apresentar recurso para contestar a avaliação prévia dos indicadores aferidos pelo Piratini para definição da média ponderada.

Caso não ocorra uma reversão ou até mesmo uma mudança nos critérios do governo, as aulas presenciais serão suspensas. E é por aí que deve passar o pedido da Associação dos Municípios do Vale do Rio dos Sinos na reconsideração, que será analisada pelo Gabinete de Crise do Executivo estadual. "Não é possível ter tido toda uma adaptação dos alunos, professores e das próprias escolas e mandarmos ficar em casa. Foi tão difícil esse retorno e, agora, os pais terão que se reorganizar novamente", afirma a presidente da entidade e prefeita de Dois Irmãos, Tânia Terezinha da Silva. A associação trabalha neste sábado (21) na elaboração do documento que, segundo a previsão da própria Amvars, deve ser protocolado ainda no final da tarde.

Escolas particulares atentas à definição

Com a possibilidade de novamente ter que parar o funcionamento, estabelecimentos de ensino particulares não escondem a preocupação com essa indefinição. “Estamos muito apreensivos”, afirma Isabela Klein, diretora da Escola de Educação Infantil Uni-duni-tê, que tem sede em Novo Hamburgo. “Prestamos serviço essencial às famílias e estamos seguindo todos os protocolos garantindo segurança no atendimento a nossas crianças. Diferente de outros serviços não essenciais que permanecem abertos e sem os cuidados necessários nesse momento”, pondera.

De acordo com Isabela, o momento exige bom senso e prudência para assegurar a manutenção das atividades escolares voltada aos pequenos. “Antes da reabertura, em outubro, não tínhamos certeza do que era melhor acontecer. Agora, depois de 30 dias reabertos, temos a certeza de que o melhor lugar para as crianças é a escola”, acrescenta a diretora.

Já o Colégio Marista Pio XII, que também retomou atividades presenciais, reitera que se a classificação de risco epidemiológico alto persistir a modalidade será suspensa. “Garantimos que os estudantes não serão prejudicados, já que o processo de ensino e aprendizagem seguirá por meio das atividades domiciliares, que continuarão normalmente para todos os estudantes”, informou a instituição, por meio de nota encaminhada pela assessoria de imprensa.

Impactos na rede municipal

A medida atinge não apenas as escolas privadas, mas passa a inviabilizar esta continuidade nas redes municipais de Ivoti, Dois Irmãos e Campo Bom, que retomaram as aulas presencialmente com os 9º anos, conforme estabeleceu a Amvars. A entidade deliberou que caberia aos prefeitos liberar ou não o retorno exclusivamente aos alunos dessa faixa estudantil.

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