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Notícias | Região No Dia da Consciência Negra

Escola de Canela realiza atividade com blackface e é acusada de racismo

Foto de crianças pintadas de preto foram postadas por uma professora da instituição

Publicado em: 23.11.2020 às 14:48 Última atualização: 23.11.2020 às 14:49

Uma atividade organizada em uma escola infantil de Canela, em alusão ao Dia da Consciência Negra, celebrado na última sexta-feira (20), gerou polêmica e acusação de racismo por conta do uso da técnica blackface – quando pessoas brancas têm rosto e corpo pintados de preto para remeter a pele negra –, uma conduta racista e ofensiva.  

As crianças que participaram da atividade tiveram os rostos pintados com tinta preta, usaram pecuras feitas a partir de copos plásticos, também pintado de preto e imitando black power e empunharam cartazes com os dizeres: "não precisamos de ‘consciência negra' e precisamos de 'consciência humana'".

Cartazes com frases consideradas racistas Foto: Reprodução
Uma foto foi postada pela professora da atividade em seu perfil do Facebook, marcando a página da Escola de Educação Infantil Carmen Schlieper, que aparece na lista de escolas terceirizadas do município de Canela.

“Profissionais da educação que hostilizam por despreparo técnico, por desconhecimento histórico ou por pura maldade ao ignorarem o quão ofensivo é o uso de blackface para o movimento negro”, escreveu um usuário.  

Após a repercussão negativa, a postagem foi excluída pela professora, assim como a página do educandário e o perfil da educadora. 

A diretora da escola afirmou que a atividade foi proposta após a leitura do livro “A menina bonita do laço de fita", uma das histórias que trabalha a diversidade e o preconceito, além da autoestima de pessoas negras. A professora, com mais de 20 anos de experiência, fez a dramatização, de acordo com a diretora, "a fim de conscientizar a igualdade".

"Em momento algum ela fez com má intenção, as crianças mesmo pediram para se pintar igual a boneca que tinham visto e estavam autorizadas pelos pais. Pedimos desculpas, pois a professora não tinha o conhecimento da prática blackface e de forma alguma foi uma prática racista", afirma a diretora da escola.

Segundo ela, a educadora tem sofrido fortes ofensas. "Infelizmente, ao invés de orientar a professora, (as pessoas) vieram somente com discurso de ódio! Essa professora tem mais de 20 anos de experiência e nunca havia passado por problema algum! Muito pelo contrário, só tem elogios pelo trabalho", destaca a diretora.

A Secretaria de Educação não pronunciou sobre o assunto. O espaço está aberto para a manifestação e o Jornal de Gramado segue com as tentativas de contato.

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