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Notícias | Região Imunizantes

Prefeitos da região foram a São Paulo para garantir a Coronavac

Representantes de associações locais apresentaram protocolo de intenção para aquisição de vacina do Butantan caso seja necessário

Por Jean Peixoto
Publicado em: 11.12.2020 às 03:00 Última atualização: 11.12.2020 às 09:28

Ontem, no dia em que foi anunciado o início da fabricação da vacina CoronaVac pelo Instituto Butantan, uma comitiva de prefeitos da região esteve em São Paulo para apresentar um protocolo de intenções para aquisição da vacina.

Acompanhando a comitiva da Fecam (Federação Catarinense de Municípios), o prefeito de São Leopoldo, Ary Vanazzi, participou do encontro representando o Consórcio Público de Saneamento Básico da Bacia Hidrográfica do Rio dos Sinos (Pró-Sinos). O prefeito de Esteio, Leonardo Pascoal, representou o Consórcio dos Municípios da Região Metropolitana (Granpal). E o prefeito de Taquari e presidente da Federação das Associações de Municípios do Rio Grande do Sul (Famurs), Maneco Hassen, também participou da solenidade.

O prefeito leopoldense ressalta que foi uma reunião muito importante, que colocou os municípios da região, juntamente com os catarinenses, no topo da fila de espera pela vacina. "Garantimos ser os primeiros da fila e demonstramos interesse", pontua. Vanazzi voltou a destacar que a incursão dos prefeitos teve impacto sobre a União e sobre o governo do Estado, que passaram a manifestar-se, também, sobre a necessidade de investir na CoronaVac.

Vanazzi explicou que a equipe do Butantan apresentou detalhes sobre o processo de produção da vacina. "Eles colocaram como está a situação. Estão produzindo a vacina e estão contratando mais 200 pessoas para produzir 1 milhão de vacinas por dia. A ideia é que dia 25 de janeiro já esteja para a distribuição, principalmente para os agentes de saúde", diz.

Leonardo Pascoal destaca que Esteio agora está entre os municípios que poderão adquirir doses da vacina caso não haja um plano estruturado pelo governo federal. Entretanto, questões como volume de aquisições devem ser discutidas no início do próximo ano.

"A perspectiva é que no início do mês de janeiro tratemos sobre questões de quantidade", comenta. Pascoal acrescenta que, embora o seu desejo seja de que toda a população esteiense seja imunizada, tudo vai depender da capacidade de produção da vacina.

O preço de comercialização das doses da CoronaVac, conforme o prefeito de São Leopoldo, Ary Vanazzi, será de 10,3 dólares. O Butantan deve receber 60 milhões de doses da vacina da Sinovac e deve operar 24 horas por dia na produção própria.

Grupo quer ter alternativa

O grupo de prefeitos da região já havia mencionado que a ideia é ter um "plano B" em caso de haver atrasos ou impasses na distribuição de vacinas contra o coronavírus por parte do governo federal, que é quem coordena o programa de vacinação. No início da semana houve reunião dos governadores com o Ministério da Saúde para tentar alinhavar estratégias.

Novo Hamburgo contabiliza 10.222 casos

Novo Hamburgo confirmou, ontem, mais 153 novos casos e três mortes associadas à Covid-19. Com essa atualização, o Município tem 10.222 pessoas testadas positivo para o vírus e 256 vítimas fatais.

Conforme relatório da Prefeitura, as vítimas fatais divulgadas ontem foram duas mulheres com 53 e 69 anos e um homem de 80 anos.

Novo Hamburgo contabiliza 8.612 recuperados do novo coronavírus. Até ontem, foram testadas 36.236 pessoas na cidade.

Em todo o País, foram reportadas 53.347 infecções por Covid-19 em 24 horas, elevando o total de casos no Brasil a 6.781.799. Já foram 179.765 mortes.

CoronaVac está na última fase de testes

A CoronaVac ainda está passando por uma terceira e última fase de testes, que vai revelar se ela é eficaz, ou seja, se de fato protege contra o novo coronavírus. Esses testes já vêm sendo desenvolvidos no Brasil desde julho deste ano. Houve inclusive voluntários da região que integraram os testes.

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