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Artesão leopoldense contorna a crise e reforça a renda produzindo coelhos de Páscoa

Figura conhecida pela confecção de quadros do Padre Reus, o Paulinho dos Quadros encontrou na produção dos personagens em material reciclado uma alternativa para as dificuldades econômicas trazidas pela pandemia

Por Jean Peixoto
Publicado em: 01.04.2021 às 19:51

Paulo Schaefer, o Paulinho dos Quadros Foto: Arquivo Pessoal
Conhecido na Vila Glória pela confecção de quadros e peças sacras em homenagem a Padre Reus, o artesão leopoldense Paulo Schaefer, o Paulinho dos Quadros, decidiu inovar na Páscoa deste ano. Com a proibição de festas e eventos devido à pandemia de coronavírus, a demanda de trabalhos do artesão caiu duramente no último ano. Para driblar as dificuldades financeiras, ele decidiu produzir coelhos de Páscoa em madeira e vendê-los pela internet.

Sempre comprometido com a comunidade, foi a partir de uma iniciativa voltada à decoração das ruas da Vila Glória que ele teve a ideia para empreender. “Eu ia fazer alguns coelhos para colocar nos postes de luz pela vila. Como eu tinha bastante material para reciclar, fiz 29 coelhos em eucatex, porém, como eu ia fazer a decoração só na semana da Páscoa, resolvi fazer uma publicação nas minhas redes sociais. Choveram mensagens pedindo para comprar os coelhos”, conta.

Paulinho conta que os primeiros 29 coelhos ficaram prontos em 19 minutos. “Como não consegui atender todo mundo, fui atrás de mais material e comecei a produzir coelhos. Depois de conseguir atender todas as pendências, fiz uma quantidade considerável a mais e novamente publiquei nas redes sociais. A quantidade considerável, não durou uma hora”, lembra satisfeito. Desde o dia 11 de março, o artesão já produziu e comercializou 210 coelhos feitos, quase em sua totalidade (90%), com material reciclado (MDF/aglomerado ou Eucatex).

Material reciclado

Coelhos de Páscoa do Paulinho dos Quadros Foto: Arquivo pessoal
Schaefer conta que a maior parte do material utilizado na produção das peças é proveniente de madeiras de móveis doados a ele por pessoas que já conhecem o seu trabalho. A meta de Paulinho era chegar aos 300 coelhos confeccionados, mas com a velocidade e quantidade da produção, ela possivelmente será ultrapassada. Com a ajuda da esposa, Maria, o artesão vem trabalhando uma média de 16 horas por dia.

“Tudo isso compensa pelo reconhecimento que venho recebendo pelo trabalho e o sorriso das crianças ao lado dos coelhos. Tenho recebido muitas fotos pelas redes sociais” ressalta. Paulinho conta que seu trabalho já ultrapassou as barreiras de São Leopoldo chegando a outros municípios da região como Portão, Feliz, Montenegro, Bom Princípio e Porto Alegre. Cada coelho custa R$ 20 e pode ser adquirido pela página de Paulinho no Facebook.

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