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Notícias | Região Segurança

Homicídios apresentam redução de 50% no primeiro trimestre do ano na região

Segundo dados da SSP, de janeiro a março deste ano foram 19 assassinatos nas cinco cidades de cobertura do Jornal VS. No mesmo período do ano passado haviam sido 38

Por Renata Strapazzon
Publicado em: 19.04.2021 às 03:00 Última atualização: 19.04.2021 às 07:19

Ações integradas e prisões pontuais são apontadas pela polícia como fatores que têm ajudado nesta queda de assassinatos Foto: Giliard Bagé/Brigada Militar
Nos três primeiros meses deste ano, 19 pessoas foram assassinadas nas cinco cidades de abrangência do Jornal VS — São Leopoldo, Sapucaia do Sul, Esteio, Capela de Santana e Portão. O número é 50% menor do que o total registrado no mesmo período do ano passado e coloca municípios da região, pelo terceiro mês consecutivo, no ranking das 10 cidades com maiores quedas de homicídios do Estado. Um dos principais destaques na listagem divulgada no último dia 8 pela Secretaria da Segurança Pública (SSP) é Esteio, onde até ontem ainda não haviam sido registrados homicídios em 2021. O último caso deste tipo de crime na cidade ocorreu no dia 16 de dezembro de 2020. No município, de janeiro a março do ano passado tinham sido cinco homicídios.

Para a titular da Delegacia de Polícia de Esteio, a delegada Luciane Bertoletti, os indicadores positivos do início deste ano são reflexo do trabalho desempenhado pelos órgãos de segurança no decorrer de 2020. "Os números de hoje são consequência de todas as ações que fizemos no ano passado. O homicídio é um crime muito difícil de fazer prevenção. Só se consegue prevenir este tipo de delito atuando em outras frentes, que é o que nós fazemos. Todas as nossas ações, as prisões de líderes do tráfico e de facções acabam repercutindo nessa ponta", avalia.

Com redução de seis vítimas em 2021 no comparativo com o ano passado, São Leopoldo ocupa a quinta posição na listagem estadual das quedas de homicídios. A cidade passou de 19 para 13 casos no trimestre. Para a titular da Delegacia de Polícia de Homicídios e Proteção à Pessoas (DPHPP), Isadora Galian, a redução se baseia, principalmente, em três pilares. "Acredito que na ampliação das operações, com aprofundamento das investigações e responsabilização dos autores mediatos (mandantes)", frisa. Somente no mês passado, segundo ela, a especializada realizou 21 prisões, a maioria de investigados e suspeitos de participação em casos de homicídios. Ainda segundo Isadora, em São Leopoldo, em média, 70% dos assassinatos são esclarecidos pela Polícia.

Ações enérgicas e prisões pontuais nas operações policiais

Sapucaia do Sul, que assim como Esteio, figura pelo terceiro mês consecutivo na lista das maiores quedas de homicídios do Estado em 2021 registrou quatro casos neste ano, seis a menos que os 10 do ano passado nos três primeiros meses.

Para o diretor da 2ª Delegacia de Polícia Regional Metropolitana, delegado Mário Souza, o número é resultado da soma entre planejamento estratégico e integração entre as forças de segurança. "São essas ações enérgicas e prisões pontuais que auxiliam a não criar sensação de impunidade e mostram resposta rápida contra o crime", analisa.

Tanto em Portão, quanto Capela de Santana, foram registrados dois homicídios no primeiro trimestre de 2020, caindo para apenas um em 2021.

Ações integradas e prisões pontuais são apontadas pela polícia como fatores que têm ajudado nesta queda de assassinatos Foto: Giliard Bagé/Brigada Militar

No Estado, retração desse tipo de crime chega a 21,9%

O número de vítimas totais de homicídio no Rio Grande do Sul em março caiu de 155, no ano passado, para 121, o que representa retração de 21,9%. O total atual, segundo a SSP, é o segundo menor da série histórica, com um óbito a mais que a menor marca, registrada em 2006. Com o resultado, o acumulado do primeiro trimestre também fechou em queda.

Em todo o RS, houve 402 vítimas entre janeiro e março deste ano contra 493 no mesmo período de 2020. É a menor soma para os três meses desde 2007, quando houve 399 óbitos. Na comparação com o pior momento já vivido no Estado, em 2017, quando foram contabilizadas 909 vítimas de assassinatos, o acumulado de 2021 representa queda acima da metade (-55,8%).

 

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