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Notícias | Região Educação

Experiências e ajustes na volta às aulas presenciais na região

Municípios enfrentam os desafios de organizar modelos híbridos

Por Matheus Chaparini
Publicado em: 28.05.2021 às 03:00 Última atualização: 28.05.2021 às 08:00

Campo Bom foi um dos primeiros municípios a retornar Foto: Bruna Mattana/GES-Especial/arquivo
O retorno dos estudantes às escolas desafia os gestores de educação dos municípios a adotarem diferentes modelos de ensino híbrido. O desafio é garantir a segurança de quem está na escola e o aprendizado de quem fica em casa.

Campo Bom foi a primeira a retornar com aulas presenciais em fevereiro de 2021. Uma semana depois, no entanto, foi necessário interromper atividades presenciais, em função das restrições da pandemia.

No município, as aulas presenciais retornaram em 3 de maio. Foram criados três formatos de ensino híbrido, de acordo com a faixa etária. O modelo foi elaborado com apoio da comissão de professores e aprovado pelo Conselho Municipal de Educação.

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Como é

Na educação infantil, metade dos alunos é atendida na escola de manhã. Os demais, à tarde. Do 1º ao 5º anos do ensino fundamental, também foram criados dois grupos. Em uma semana, o aluno vai à escola segunda, quarta e sexta-feira. Na semana seguinte, terça e quinta-feira. A partir do 6º ano, os alunos têm aula presencial em uma semana e remota na outra.

Para todas as faixas etárias, os que permanecem em casa têm atividades por plataforma virtual ou impressas. As escolas disponibilizam salas de informática para os alunos que têm dificuldade de acesso à Internet.

Estimativa

"São sistemas diferenciados que vieram a favorecer muito esse retorno", resume a secretária de Educação de Campo Bom, Simone Schneider. Ela estima que 95% dos alunos tenham retornado às aulas presenciais.

A adesão cresceu depois que o município concluiu a vacinação dos profissionais de educação. A secretária afirma ainda que os diretores da escola estão procurando as famílias para incentivar o retorno dos alunos.

Profissionais falam do desafio de educar com o distanciamento

A necessidade de se manter o distanciamento entre alunos e professores é o maior desafio do retorno presencial, na avaliação da secretária de Educação de Sapiranga, Cláudia Kichler. Para a secretária, que também é professora da rede municipal há 35 anos, a proximidade e o contato são importantes no processo educativo.

"Existe o distanciamento dentro do possível, porque escola não é lugar de distanciamento, muito pelo contrário. A gente faz todo o possível para que isso aconteça, mas é bem complicado", afirma.

No município, 83% dos 12 mil alunos voltaram às salas de aula. Na maioria das escolas de educação infantil, é possível manter todos os alunos que optaram pelo retorno em tempo integral. Em outras, as turmas foram divididas, um grupo vai à escola pela manhã e outro à tarde.

No ensino fundamental, predomina o revezamento. Metade dos alunos têm aula durante uma semana e, na semana seguinte, realiza atividades em casa. Quem tiver dúvidas, agenda por Whats-
App um encontro com o professor. Quem não tem conexão adequada em casa, agenda horário nas salas de informática.

De acordo com a secretária, quase todos os alunos têm acesso à Internet. Os demais retiram material impresso na escola.

Sorteio de vagas

Em Parobé, a procura das famílias pelo retorno presencial na educação infantil foi maior que a capacidade de atendimento. Em quase todas as escolas foi necessário sorteio para definir quem teria acesso.

A secretária de Educação, Cultura, Turismo, Esporte e Lazer, Joana D'Arc Wittmann, explica que o município optou por não fazer retorno escalonado. Os alunos que voltaram ao presencial são atendidos de forma integral, permanecem por 12 horas na escola. Os que ficam em casa têm atividades disponibilizadas por plataforma virtual ou impressas.

Divisão

No ensino fundamental, foi adotado o escalonamento. Os alunos foram divididos em dois grupos e cada um frequenta a escola em semanas alternadas. Na semana de ensino remoto, os alunos recebem material para realizar em casa. Quem tiver dúvidas, pode agendar um horário individual com um professor, conforme disponibilidade. Em algumas escolas, foram adotadas as aulas por vídeo.

De acordo com a secretária, cerca de 92% dos 8.940 alunos das 238 escolas da rede municipal voltaram ao ensino presencial.

Busca ativa

O município aderiu, na semana passada, a um programa da Unicef de busca ativa dos estudantes que abandonaram a escola ou não têm dado retorno. A forma como vai funcionar essa busca ainda está sendo definida. Ontem, ocorreu a primeira reunião do GT. O programa fornece ferramentas para embasar essa busca e traçar um perfil dos alunos que se afastaram dos estudos durante a pandemia.

"Precisamos de elementos e dados, como de faixa etária, para construir um programa, a partir da busca ativa, que vai trazer mais equidade e garantir essa possibilidade do retorno das crianças", afirma a secretária.

Situações diferenciadas

Dois Irmãos

Praticamente 100% dos pais optaram pelo retorno dos filhos à sala de aula, de acordo com a secretaria municipal de Educação. O município adotou o revezamento, uma semana presencial e a seguinte remota. Quem opta por seguir em casa tem atividades na plataforma virtual ou impressas. Também são proporcionadas aulas semanais através do Google Meet.

Ivoti

Na educação infantil, o ensino é totalmente presencial, mas sem turno integral. Metade dos alunos tem aula pela manhã e os demais à tarde. No ensino fundamental, o ensino é híbrido. Algumas escolas têm aulas síncronas, mas a maioria recebe as atividades pela plataforma ou as retira impressas. Algumas escolas pequenas têm aulas totalmente presenciais.

Estância Velha

Antes do retorno, o município fez uma pesquisa. Na educação infantil, 90% responderam que pretendiam mandar os filhos à escola e no ensino fundamental 75%, mas os retornos foram 73% e 52%, respectivamente. O sistema é híbrido e o número de semanas em casa varia conforme a adesão da escola. O município estuda adotar as aulas síncronas.

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