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Notícias | Região 12 de junho

Dia para celebrar a paixão em tempos ainda pandêmicos

Será mais um 12 de junho em formato diferente, com algumas restrições, mas com o foco sempre no amor

Por Alecs Dall'Olmo
Publicado em: 11.06.2021 às 03:00 Última atualização: 11.06.2021 às 10:12

Rhavine e Diogo destacam a importância da parceira, da boa companhia em momentos variados e as mudanças necessárias com a pandemia para se reinventar e mudar hábitos Foto: Rhavine Falcão/Acervo pessoal
O encontro marcado. O barzinho. A música ao vivo. Uma viagem. Um jantar. Ou mesmo um passeio pela cidade. Mãos dadas. Um andar de bicicleta por aí. Rever os amigos. A pandemia da Covid-19 deixou alguns hábitos mais complicados. Com a necessária medida do distanciamento social, as pessoas passaram a reduzir seus grupos de relacionamentos. Muita vezes, o grupo é formado apenas pela família. E com mais um 12 de junho, Dia dos Namorados, chegando os casais apaixonados buscam meios de celebrar a data. Na bagagem de muitos a experiência de um ano de coronavírus, com ajustes nos protocolos dos encontros dos apaixonados.

Em muitos momentos foi necessária a distância. O entendimento que as relações humanas precisavam ser revistas, tendo como base justamente o cuidado com o outro. O encontro virtual. O WhatsApp. Os cuidados para evitar a contaminação pela Covid-19, colocando em risco pessoas da família. Nesse sentido o 12 de junho de 2020 foi complicado. A data que se aproxima agora já traz consigo um entendimento maior dos tempos pandêmicos e da importância do respeito. Há quem diga que casais que resistiram à Covid podem acreditar no viver felizes para sempre.

"Estamos juntos"

"Estamos juntos há seis anos e meio. Sendo quatro e meio noivos. Aguardamos o fim dessa pandemia para podermos oficializar em um casamento com a família e amigos. Compartilhar o fim disso tudo, ao lado das pessoas que amamos é o que esperamos", destaca a jornalista Rhavine Falcão, 35 anos, que namora o analista em telecomunicações Diogo Coimbra, 31. "A pandemia trouxe mudanças necessárias e com elas vieram aprendizados. Foi preciso se reinventar e mudar hábitos."

Família

Ela conta que eles sempre gostaram muito de sair, viajar e aproveitar momentos com família e amigos. "Sabemos que o cenário não permite isso. Acredito que o grande segredo para dar certo é uma boa companhia. Isso, sem dúvida, compensa o lugar. Tenho ao meu lado um grande parceiro. Gostamos de momentos a dois. Então ficar em casa não está sendo problema algum. Trocamos os bares e festinhas pelos jantares em casa. O Diogo gosta muito de cozinhar e, sou suspeita, mas ele é ótimo. Então harmonizamos esses momentos com um bom vinho. As lives também são opções na pandemia, além de um bom filme, programas culinários e realitys que são nossas preferências. Quando você tem um parceiro de vida, fica muito fácil ajustar todo o resto."

Rhavine enfatiza que o casal precisa ser extremamente responsável com essa questão da pandemia. "Ambos, temos consciência dos cuidados e que precisamos pensar nos outros também. Como moramos junto e compartilhamos da mesma opinião, não tivemos muitos problemas com as regras. Não recebemos visitas e isso é básico, saímos de casa só quando necessário."

Ela destaca: máscara, álcool em gel e distanciamento sempre. "Mas o mais difícil nesse tempo é a distância da família. Minha família mora em São Borja, há mais de um ano não encontramos eles. A família do Diogo em Porto Alegre, mas também optamos pelo cuidado que nunca é demais. Nem as festas de fim de ano foram em família, o momento pediu atitudes responsáveis e foi preciso tomá-las. Matamos a saudade dos amigos e da família pelos aplicativos de mensagem ou chamadas de vídeo. Ameniza um pouco."

Parceria e união sempre na agenda

Alessandra Zuchi Johann, 43, e Ricardo Costa Ruiz, 42, também apostam na parceria e na união para enfrentar adversidades. "Em alguns momentos foi bem complicado. Não poder ir em festas, encontros com amigos, shows. Mas na medida do possível nunca deixamos de nos divertir. Viajamos algumas vezes. Algumas pelo nosso trabalho e outras para passeios. Também fizemos algumas reuniões familiares em casa", destaca ela, enfatizando que tudo sempre com cuidado com a saúde.

 

Amor, cuidados, planos e trabalho em conjunto

Alessandra e Ricardo enfatizam a união para enfrentar a pandemia e a força para ajustar a rotina Foto: Alessandra Zuchi Johann/Acervo pessoal
Alessandra conta que o 12 de junho de 2021 será de muito trabalho. "Vamos trabalhar o dia inteiro, preparando com todo carinho nossos imóveis de locação para receber casais que irão se hospedar para comemorarem a data (em São Leopoldo, Gramado, litoral do RS, SC e ES). Ontem mesmo, saímos para comprar bombons, espumantes e alguns itens decorativos, para tornar a noite deles muito especial! E se Deus quiser, vai sobrar um tempinho. A gente passa na loja de conveniência, compra um vinho bem gostoso e uns petiscos e fica em casa vendo um filminho, embaixo dos cobertores", ressalta

Ela explica que eles trabalham com locação e gestão de imóveis de temporada. Um negócio, que iniciaram de forma conjunta ao longo do relacionamento, que exige cuidados e regras com a saúde de quem faz a locação. Medidas que foram redobradas com a pandemia por conta justamente da preservação de vidas. Já nos planos de Rhavine também está um jantar especial.

"Será um jantar em casa com mesa para três. Diogo tem um filho, o Alexandre, 9 anos. Esse é nosso fim de semana com ele. O pacotinho veio junto, Xande faz parte da nossa vida."

São dois casais como muitos outros que estão na rotina de alinhar trabalho, romance, família em construção, saúde em meio a pandemia e colocar em prática, mesmo com todos os desafios com ou sem Covid, de uma vida compartilhada com o amor infinito enquanto dure, como diz o poeta.

Da noite para a sintonia e cumplicidade

"Nos conhecemos na noite, em um bar, no Centro de São Leopoldo, há três anos. Ficamos muito amigos. Passaram meses até que ficamos pela primeira vez. E no dia em que nos conhecemos, fomos apresentados por uma amiga em comum, tive a sensação de conhecê-lo desde a época de escola técnica no Ensino Médio no Liberato (Fundação Liberato Salzano Vieira da Cunha)", lembra Alessandra, salientando a sintonia do casal.

"E seguimos firmes e fortes. Com altos e baixos, mas com extrema cumplicidade e companheirismo. Em uma pandemia tudo fica mais difícil. Mas são nesses momentos que o real de uma relação é solidificado e fortalecido, criando laços inseparáveis e para sempre."

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