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Instituto Ivoti, escola bem afinada!

Instituição vive intensamente a música, tendo-a no currículo da Educação Infantil ao Ensino Médio, além de curso superior de Licenciatura na área

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Conteúdo especial produzido para Instituto Ivoti

Ao longo de sua trajetória, o Instituto Ivoti foi ficando cada vez mais afinado. Por uma razão muito especial. É que na centenária Escola, o currículo com Matemática, Língua Portuguesa e outras tantas disciplinas tradicionais inclui também intensas aulas de Música. Assim, equações e conjugações convivem harmonicamente com instrumentos como flauta, piano e violoncelo, em um ambiente de múltiplos aprendizados. O resultado prático, claro, é fantástico. Com o papel relevante da arte na formação, o Instituto vem preparando gerações de estudantes que ingressam na vida adulta - e consequentemente em uma profissão logo adiante - mais criativos e completos.

Entre as escolas da região, o Instituto Ivoti é hoje a mais importante referência na inclusão do ensino musical no currículo. Algo alcançado com muito planejamento, método e ousadia. Pelo menos 90% dos 1,2 mil alunos têm aulas de canto ou com instrumentos, partindo da Educação Infantil e chegando na Licenciatura em Música - os 10% que ficam de fora estão matriculados nos demais cursos superiores. E como o ensino musical está inserido no currículo desde muito cedo, crianças com apenas um ano de idade, do chamado Nível 1, já têm musicalização infantil.

Nesse ambiente de estímulo permanente à criatividade, crianças aprendem a ler partituras antes mesmo de ler e escrever. Mas isso é um detalhe que só reforça como a música é importante. Na prática, o time de professores está mais focado em despertar meninos e meninas para a importância da arte na formação intelectual. O diretor-geral, Everton Augustin, cita uma lição de Rubem Alves muito presente no cotidiano da Instituição para explicar como as aulas são conduzidas. O educador escreveu que se fosse ensinar a uma criança a beleza da música não começaria com partituras, notas e pautas. “Ouviríamos juntos as melodias mais gostosas e lhe contaria sobre os instrumentos que fazem a música. Aí, encantada com a beleza da música, ela mesma me pediria que lhe ensinasse o mistério daquelas bolinhas pretas escritas sobre cinco linhas”, escreveu ele, completando:. “Porque as bolinhas pretas e as cinco linhas são apenas ferramentas para a produção da beleza musical. A experiência da beleza tem de vir antes”.

E para aguçar a criatividade e despertar o encantamento com a música, tudo é muito bem planejado, levando em conta a faixa etária e sua concentração habitual, além das questões fisiológicas. Desta forma, quem está na Educação Infantil, por exemplo, tem duas aulas semanais de 25 minutos cada, justamente para facilitar a concentração, tirando o melhor proveito possível. Na medida em que os alunos vão crescendo, o tempo dedicado à música em um único período aumenta, assim como as atividades, incluindo a prática vocal - também muito bem planejada para respeitar as questões fisiológicas. ‘‘Cantar é muito diferente de gritar’’, lembra a professora Monia Kothe, acrescentando que a voz infantil tem outra extensão vocal. ‘‘Esse olhar criterioso para a saúde das crianças é muito importante’’, diz. E assim, da Educação Infantil ao Ensino Médio, chegando ao Nível Superior, as aulas de música transformaram o Instituto em uma escola de partitura diferenciada.

VOCÊ SABIA?

 Além de incluir a música no currículo da Educação Infantil e do Ensino Fundamental e Médio, o Instituto mantém desde 2015 um curso de nível superior de Licenciatura em Música, formando professores para atuar na área, exercendo funções docentes na Educação Infantil e nos Anos Iniciais do Ensino Fundamental, nos cursos de Ensino Médio, de Educação Profissional e em outras áreas nas quais sejam previstos conhecimentos pedagógicos na área específica de música.

Antes de seguir lendo a reportagem, que tal curtir um vídeo? Clique abaixo e assista!

As três orquestras

O primeiro estágio

No processo de aprendizagem e de vivências, o primeiro estágio são as práticas em grupo de instrumento, com o mesmo naipe tocando juntos. É a preparação para posteriormente ingressar na orquestra. Crianças normalmente na faixa etária dos seis aos dez anos passam a integrar a chamada Orquestra Prelúdio, numa experiência rica e que, em muitos casos, acaba preparando para as duas etapas seguintes. ‘‘É um ambiente interessante e importante, já com característica e organização de orquestra mesmo, em que uma série de aspectos são observados’’, explica a professora Monia Kothe.

Algo inesquecível

Depois da Orquestra Prelúdio, anos mais tarde os alunos podem ingressar na segunda etapa, a Orquestra Sinfônica Jovem, que reúne, na média, jovens entre 11 e 17 anos. E, assim como em toda trajetória musical dentro do Instituto, prevalece a metodologia Suzuki, cuja essência é o entendimento de que o ensino de música é uma forma de desenvolver o caráter, a sensibilidade e a disciplina, entre outras qualidades. ‘‘A música tem uma importância muito grande na formação de uma criança’’, salienta o diretor-geral Everton Augustin.

O sonho da Camerata!

Ainda em seus primeiros anos de escola, alguns dos pequenos alunos estabelecem uma meta para o período que vão viver no colégio: chegar à Camerata Ivoti, parte mais visível do programa de educação musical desenvolvido pela Ascarte em parceria com o Instituto. A orquestra top de linha se destaca pelo repertório diversificado e pelos instrumentos de corda como violinos, violoncelos, violas e contrabaixo. Os shows, aliás, já ganharam o mundo, com badaladas e concorridas excursões à Europa - que devem ser retomadas depois que a pandemia passar. O plano é voar novamente ao velho continente .

Parceria com Ascarte viabiliza projetos

 A lista de materiais entregue aos pais e alunos anualmente inclui itens comuns a todos os colégios, como determinado número de cadernos. Mas, no caso do Instituto Ivoti, há um detalhe: a flauta doce. Ou, para ser mais específico, a flauta doce soprano. É por meio dela que todo aluno tem pelo menos uma forma de contato com a música. ‘‘É um instrumento acessível, de baixo custo. Pequeno e leve, portanto fácil de ser carregado na mochila. E ainda é bastante melódico’’, explica a professora Monia Kothe, coordenadora da Associação Pró-Cultura e Arte Ivoti (Ascarte) e do curso superior de Licenciatura em Música.

Monia tem entre suas missões estreitar ainda mais a relação de parceria entre Instituto e a Ascarte. A organização tem um papel importante na vida da escola, coordenando a parte musical. Desta forma, é a mantenedora dos coros e das três orquestras, compostas especialmente por jovens do próprio Instituto. Além disso, as muitas atividades de contraturno relacionadas à música e que tanto encantam os alunos são também objeto da parceria com a Ascarte. ‘‘Nosso objetivo é a educação, formando um indivíduo completo independente da área em que vai atuar quando se tornar adulto. Sempre queremos que o jovem que passa pelos projetos musicais se torne, no futuro, uma pessoa diferenciada na profissão que escolher’’, explica o presidente da associação, Cristiano Gestrich.

Com atuação articulada e segura, a Ascarte acaba potencializando as aulas de música e abrindo novas possibilidades aos jovens, inclusive com bolsas de estudo. Neste contexto, as atividades de contraturno ganham destaque especial. São nelas que muitas vezes meninos e meninas acabam aperfeiçoando o potencial para, em seguida, ingressar nas orquestras. A parceria também consolidou outro aspecto importante. A partir dos quatro anos, os alunos podem aprender, por exemplo, violino, violoncelo ou viola. Com um detalhe especial: os instrumentos têm tamanhos específicos para cada faixa de idade, facilitando o manuseio. Há, ainda, aulas de flauta transversal, contrabaixo, piano, bateria, acordeon, clarinete e violão.

Projeto de reestruturação do Auditório Instituto Ivoti

Instituto Ivoti

A Ascarte também está tendo um papel preponderante em outra iniciativa marcante para a trajetória do colégio. Em uma escola que transpira música, ainda falta um espaço à altura da qualidade de suas orquestras e coros. Por isso, um projeto em gestação pretende transformar o atual auditório, nascendo no mesmo local, depois da reforma, um espaço totalmente modernizado.
A associação trabalha neste momento no aperfeiçoamento e conclusão do projeto. O passo seguinte será sua formatação para captar recursos via Lei Rouanet. Ainda não há valores orçados, mas a direção do Instituto Ivoti imagina que, no momento certo, poderá mais uma vez contar com o apoio da iniciativa privada para consolidar o sonho da reforma. O espaço poderá ser utilizado para as mais variadas apresentações, inclusive de artistas nacionais cujos espetáculos se enquadram em estimativas de público na faixa de 500 pessoas. Mas é claro, as grandes estrelas devem ser os próprios alunos do Instituto que tanto valoriza o ensino musical.

Para assistir ao Sarau Virtual

Para curtir o Sarau Virtual 2020, é só clicar no vídeo abaixo!


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