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Notícias | Região Turismo

Uma Rota Panorâmica de belezas e de desenvolvimento entre Canela e Três Coroas

Pavimentação de 7,5 km vai impulsionar turismo pela região

Por Letícia de Lima
Publicado em: 26.06.2021 às 03:00 Última atualização: 26.06.2021 às 10:03

Um caminho emoldurado por muito verde e que em breve se tornará um trajeto de progresso impulsionado pelo ecoturismo. Quem passa pela Rota Panorâmica, circuito que liga os municípios de Canela e Três Coroas pelo interior, já percebe as demarcações feitas no local para a pavimentação de 7,5 quilômetros. O trecho a ser asfaltado fica na área canelense e teve recentemente a autorização para início das obras. Nos próximos dias, o maquinário estará na via para começar os trabalhos.

Trecho a ser asfaltado recebeu demarcações nesta semana para início das obras Foto: Letícia de Lima/GES-ESPECIAL

A empresa vencedora da licitação terá um prazo de 10 meses para a conclusão da obra. Serão investidos R$ 10.995,26, sendo mais de R$6,5 mi para material e mais de R$4,3 mi para mão de obra. O recurso é oriundo de um financiamento da Prefeitura de Canela com a Caixa Econômica Federal. A pavimentação é aguardada por muitos anos e promete beneficiar empresas de diferentes ramos localizadas no trecho, especialmente do segmento turístico.

São parques de lazer e aventura, agroindústrias, alambique, pousada, vinícolas e até fábrica de água mineral que se beneficiarão com maior facilidade de acesso e crescimento da movimentação pela rota. Também é possível apreciar na paisagem a Usina Hidrelétrica de Canastra que engloba a Barragem das Laranjeiras.

"Além de desenvolver o turismo em uma nova localidade do nosso município, desafogará o tráfego de veículos vindo das regiões do Vale do Paranhana e Metropolitana. É uma conquista regional", frisa Constantino Orsolin, prefeito de Canela.

Compromisso

Na prática, quem sobe a Serra gaúcha pelo Vale do Sinos e Paranhana terá o percurso diminuído em 18 quilômetros em relação a chegada atual, pela RS-115 em Gramado. O compromisso para o trecho ser todo interligado com asfalto agora é de Três Coroas, que afirma estar em negociações para viabilizar a obra. "Já estamos com o projeto em mãos, com alguma coisa engatilhada em Brasília e vamos correr atrás", garante Alcindo de Azevedo, prefeito de Três Coroas. O chefe do executivo acrescenta que se não conseguir recursos federais vai recorrer a um financiamento, assim como fez a cidade vizinha.

Mais agilidade

A pavimentação também auxiliará no deslocamento dos 33 funcionários da fábrica, a maioria residente das redondezas, nas zonas rurais de Canela e Três Coroas. A assistente administrativa, Maiara De Araújo Vasques, de 30 anos, comemora a pavimentação.

"Vai ficar um espetáculo, agora tudo vai ser um pulinho", destaca. Contudo, a moradora da Estrada do Canastra, na Linha São João teme um pouco com a segurança do local, pois tem sua casa bem próxima da rua onde reside com o marido, filhos e cachorros.

"Com a chegada do asfalto a gente se preocupa também com a velocidade dos veículos. Então será preciso redobrar os cuidados", pondera Maiara.

Caminho mais curto entre Paranhana e Serra

Parques de lazer e de aventura, vinícola, agroindústrias, pousada, alambique e a fábrica de água mineral são alguns dos empreendimentos situados hoje no trajeto.

Mapa Canela rio paranhana

Logística adequada e mais competitividade

Um dos empreendimentos mais impactados com a obra será a fábrica Hortênsias Água Mineral. A empresa hoje mantém um centro de distribuição em Três Coroas justamente por causa do difícil trajeto até o local. "Com chuva não tem acesso de carreta, é uma série de situações que nos prejudica", conta o diretor Eduardo Port.

Empresário Eduardo Port Foto: Letícia de Lima/GES-ESPECIAL

Com a Rota Panorâmica asfaltada ele estima economizar cerca de R$ 20 mil por mês sem esse estoque base. "Esse custo representa perda de competitividade, com economia sempre se possibilita bons negócios e chegar mais longe com cargas maiores", complementa o empresário.

Port coleciona no celular imagens de carretas tombadas na área do município canelense, tendo em vista que os trechos de chão batido são estreitos, com pedras soltas e sem possibilidade adequada para acostamento. A mata também dificulta a movimentação de caminhões e em dias de chuva os transtornos são potencializados.

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