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Notícias | Região Pandemia

Algumas cidades já zeram as mortes pela Covid-19

Importância da vacina é destacada. Os cuidados seguem importantes

Por Susi Mello
Publicado em: 23.07.2021 às 03:00

Dos 44 municípios da região de abrangência do Jornal NH, 17 ainda não tiveram registro de mortes por Covid-19 neste mês, conforme dados da Secretaria Estadual de Saúde no período entre os dias 1º e 20 de julho. Isso representa um percentual de 38,6% das cidades da região sem fatalidades pelo novo coronavírus. A vacinação tem sido apontada como fator principal pelos municípios para a redução.

O diretor de Auditoria do Sistema Único de Saúde da Secretaria Estadual de Saúde, Bruno Naundorf, destaca que a queda no número de óbitos é uma realidade no Estado. "Essa mostra se atribui à melhora dos cuidados e à questão da vacina", frisa. Até a quinta-feira, a primeira dose da vacinação alcançou 67,8% da população vacinável e 53,4% da população residente no Estado. E no esquema total, informa Naundorf, havia passado os 30% dos vacináveis e 23,8% da população residente.

Ele exemplifica que entre pessoas com 60 anos ou mais, em dezembro do ano passado, mais de 1,7 mil morreram da doença, em março o número pulou para mais de 5,9 mil. Em maio foram 1.724 óbitos, em junho 1.491 e até o dia 20 deste mês foram 516 mortes nesta faixa etária em todo o Estado. Em dezembro do ano passado, 382 pessoas com menos de 60 anos morreram, em março foram 2,4 mil óbitos e neste mês são 443 mortes.

Internações

Também há redução nas internações. Até quinta-feira pela manhã, informa Naundorf, no Rio Grande do Sul eram 2.398 internados quando em março eram mais de 9 mil. Em março, havia 2,7 mil pacientes em UTIs e ontem, ao meio-dia, 1.064.

A coordenadora do mestrado em Virologia da Universidade Feevale, Juliane Fleck, destaca o papel da vacinação. "Hoje há um número representativo de pessoas vacinadas, especialmente os mais idosos. E se sabe que as vacinas têm um papel importante na diminuição de casos graves e de óbitos", sustenta. A redução nos casos de morte poderia ser maior, em seu entendimento, caso houvesse uma maior cobertura vacinal e se as pessoas não deixassem de fazer a segunda dose.

Ela reforça, no entanto, que é necessário ter mais de 70% da população vacinada e com as duas doses quando essa for a recomendação. "É fundamental que, até atingirmos esse percentual, continuemos usando todas as medidas não farmacológicas disponíveis, como evitar aglomeração, o uso de máscara, lavagem das mãos, distanciamento dentro do possível", recomenda.

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