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Notícias | Região Flexibilização

Já dá para ir ao baile, mas não pode dançar na pista; entenda o que pode e não pode nos eventos

Salões tradicionais ainda precisam cumprir protocolos sanitários estabelecidos, como proibição do uso da pista de dança

Por Ermilo Drews
Publicado em: 13.08.2021 às 07:00 Última atualização: 13.08.2021 às 09:37

O avanço da vacinação e o recuo no número de casos, hospitalizações e mortes permitiram que o governo do Estado flexibilizasse uma série de restrições nas últimas semanas. Com isso, os tradicionais salões de baile voltaram a ter atividades, ainda que não haja permissão para uso de pistas de dança. Para o retorno, uma série de protocolos sanitários está sendo cumprida, como medição de temperatura, distanciamento entre mesas, uso de máscaras e disponibilização de álcool em gel.

Em Novo Hamburgo, o Clube da Dança, no bairro Rio Branco, reabriu as portas no final de julho, para alívio do proprietário Jorge Klein. Há 19 anos no ramo, ele viu sua fonte de renda desaparecer de uma hora para outra em março do ano passado. "Quinze pessoas que dependiam disso aqui, entre garçons, segurança, pessoal da limpeza, ficaram sem trabalho. Isso sem contar as bandas", lembra.

Klein cercou pista com cadeiras e fitas para cumprir protocolo Foto: Ermilo Drews/GES-Especial

Klein conta que a pandemia veio justamente num momento que dispôs de recursos para se adequar a exigências do Corpo de Bombeiros. "Usei toda a economia para fazer o que pediram. Daí quando parou tudo, estava sem nada." Para se manter, ele começou a vender produtos de bazar.

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Agora, autorizado a receber até 150 pessoas no local (o governo do Estado deverá permitir a ampliação da capacidade em breve), Klein tem promovido shows acústicos, com pista fechada, público sentado ao redor de mesas, com distanciamento, álcool em gel à vontade e uso de máscara obrigatório ao entrar e circular por áreas comuns. "Muita gente ainda não vem porque a pista não está liberada, outros porque ainda têm receio da pandemia", admite Klein, à beira da pista, cercada por cadeiras e fita para obstruir a passagem.

''É um recomeço'', diz promotor de eventos

Quem também voltou com eventos nos mesmos moldes é Nestor Britz. Ele aluga o tradicional Salão Persch do prefeito de Bom Princípio, Fábio Persch. Assim como em Novo Hamburgo, no salão de Bom Princípio a capacidade é limitada a 150 pessoas, sentadas, com máscara e os demais protocolos sanitários cobrados pelo poder público.

Há 20 anos no setor como promotor de eventos e agenciador de bandas, ele também precisou se virar com a pandemia. "Tirei os bancos da van e comecei a vender frutas e verduras para me manter." Para ele, a retomada do segmento era urgente. "Muita gente não sabe fazer outra coisa e estava passando fome. É um recomeço."

Ampliação do limite de público deve ser autorizada em breve

Decreto do governo do Estado direcionado a eventos sociais, de entretenimento, casas de shows, casas noturnas e bares proíbe a abertura e ocupação de pistas de dança ou similares, bem como a permanência de clientes em pé durante o consumo de alimentos ou bebidas.

Ainda não é permitida a realização de eventos com a presença de público acima de 150 pessoas, independente do ambiente (aberto ou fechado). No entanto, esta capacidade será modificada assim que o governo gaúcho publique decreto ampliando o limite para 350 pessoas (incluindo trabalhadores e público). Esta decisão já foi anunciada, mas precisa sair no diário oficial e ser ratificada pelas regiões para valer. As regiões não poderão ultrapassar estes números nos protocolos regionais, apenas determinar limite menor.

O que diz o decreto

* Eventos infantis, sociais e de entretenimento em buffets, casas de festas, casas de shows, casas noturnas, restaurantes, bares e similares

Ampliação do limite máximo de pessoas, que é estabelecido pelos protocolos de atividade obrigatórios, de 150 para 350 pessoas (incluindo trabalhadores e público). As regiões não podem ultrapassar esses números nos protocolos próprios regionais, apenas determinar limite menor.

* Ampliação do limite máximo de pessoas, que é estabelecido pelos protocolos de atividade variáveis, de 70 para 150 pessoas (trabalhadores e público). É o protocolo estabelecido pelo Estado, mas os municípios podem adotar protocolos variáveis próprios.

* Feiras e exposições corporativas, convenções, congressos e similares

Nos protocolos de atividade variáveis:

* Redução na metragem mínima por pessoa nos ambientes de circulação em pé de 8 metros quadrados para 6 metros quadrados.

* Adequação redacional na definição de distanciamento nos ambientes com público sentado.

* Redução no distanciamento mínimo entre módulos de estandes, bancas ou similares, quando não houver barreiras físicas ou divisórias, de 3 metros para 1,5 metro.

* Feiras e exposições corporativas, convenções, congressos e similares, cinemas, teatros, auditórios, circos, casas de espetáculo, casas de shows e similares

Nos protocolos de atividade obrigatórios:

* Novo regramento para autorização de eventos conforme faixas de pessoas presentes (trabalhadores e público) ao mesmo tempo:

- até 400 pessoas: sem necessidade de autorização;
- de 401 a 1.200 pessoas: autorização do município sede;
- de 1.201 a 2.500 pessoas: autorização do município sede e autorização regional (aprovação de no mínimo de 2/3 dos municípios da Região Covid ou do Gabinete de Crise da Região Covid correspondente);
- acima de 2.501 pessoas: autorização do município sede; autorização regional (aprovação de no mínimo de 2/3 dos municípios da Região Covid ou do Gabinete de Crise da Região Covid correspondente) e autorização do Gabinete de Crise do Governo Estadual, encaminhada pela respectiva prefeitura municipal.

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