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Centro de Abrigamento celebra dois anos de acolhimento à mulher vítima de violência

Em dois anos de existência, o abrigo já recebeu 60 mulheres e 97 crianças. Do total, 37 dos atendidos eram leopoldenses, sendo 15 mulheres e 22 crianças

Por Priscila Carvalho
Publicado em: 25.08.2021 às 03:00 Última atualização: 25.08.2021 às 08:25

Considerada referência na rede de atendimento às mulheres vítimas de violência no Estado, o município de São Leopoldo recebeu, na segunda-feira (23), uma homenagem da Fundação La Salle. O ato aconteceu na sala de reuniões do Centro Administrativo. Na oportunidade, o coordenador da Fundação La Salle, Lucinei Hanauer, e a coordenadora do Centro Regional de Abrigamento das Mulheres em Situação de Risco e de Violência (CRAM), Cristina Donay, entregaram uma placa ao prefeito, Ary Vanazzi, em ato que também contou com a presença da titular da Secretaria de Política para as Mulheres (Sepom), Margarete Ferreti.

Secretário municipal de Educação, Ricardo Fernandes da Luz; Lucinei Hanauer; diretora do Centro Jacobina, Rosângela Zanini; Cristina Donay; prefeito Vanazzi; Margarete Ferreti; secretário-geral de Governo, Nelson Spolaor; e secretário de Saúde, Marcel Frison Foto: Rafaella Schardosim/Prefeitura de São Leopoldo

A entrega faz parte das comemorações dos dois anos de funcionamento do Cram, celebrados amanhã. São Leopoldo é um dos 11 municípios do Estado que tem convênio firmado com o Centro, sendo a primeira cidade a encaminhar uma moradora vítima de violência ao espaço, em 26 de agosto de 2019.

37 leopoldenses

Cristina explicou que o Cram é uma casa abrigo, de alta complexidade da política de assistência social, que recebe casos de mulheres em situação de risco de vida com seus filhos. "A ideia do abrigo é fazer uma forma de consórcio, onde cada município adquire sua vaga, não deixa de descumprir a legislação, que é ofertar um abrigo para as mulheres, e sai numa forma de parceria, que é mais em conta para o município do que ter a sua própria casa abrigo", ressaltou, lembrando que o Centro integra a rede de enfrentamento do município. "É um dos equipamentos dentre outros que estão na pasta da Sepom. Temos essa parceria com São Leopoldo desde o início, foi o primeiro município a usar o abrigo e é uma referência na rede", destacou.

Em dois anos de existência, o abrigo já recebeu 60 mulheres e 97 crianças. Do total, 37 dos atendidos eram leopoldenses, sendo 15 mulheres e 22 crianças. "A ideia é atingir mais municípios, porque a maioria das cidades não tem essa oferta de serviços", citou Cristina.

Espaço sigiloso

O Cram está localizado na região metropolitana - em local sigiloso -, e dispõe de 24 quartos com banheiros privativos, atendendo mulheres e seus filhos. Lá, elas recebem roupas, material de higiene, alimentação e podem ficar por até 180 dias.

"É um espaço sigiloso, elas ingressam e não podem ficar com acesso a telefone celular, não podem sair do abrigo, porque justamente a gente recebe as mulheres que tem um risco de vida iminente", acrescentou, Cristina.

Pandemia

Outra situação relatada por Cristina diz respeito à pandemia. Neste período, os números de denúncias e abrigamentos diminuíram, muito em função da dificuldade das vítimas em denunciar a agressão, por estarem mais tempo com o agressor e não conseguirem acesso a meios de fazer um Boletim de Ocorrência. "Pra chegar no abrigo, é preciso fazer a denúncia. O único documento exigido para o abrigamento é o BO. Na pandemia, percebemos um menor índice de chegada até o abrigo justamente pela dificuldade da denúncia das mulheres", pontuou Cristina.

Parceria destacada

A titular da Sepom, Margarete Ferreti, destacou o trabalho do Centro Jacobina, de acolher e acompanhar a mulher vítima de violência em São Leopoldo, e o abrigamento, proporcionado pelo Cram, quando é necessário que ela saia de casa. “É muito importante essa parceria, porque além de acolher a mulher, ele acolhe os seus filhos, e lá é feito um trabalho psicossocial, de acompanhamento, de oficinas. A gente, enquanto Secretaria, acha que é muito positivo e necessário esse trabalho. É uma parceria fundamental.” Ela também falou sobre a homenagem recebida.

“É um reconhecimento ao município, por ele ter essa preocupação com as mulheres e manter esse atendimento de qualidade. Pra nós é um orgulho. Sinal de que esse trabalho voltado para as mulheres de São Leopoldo está no caminho certo, que produz resultados.” O prefeito Vanazzi também destacou o engajamento do município na causa. “Este processo de atendimento às mulheres faz parte da nossa política transversal, que busca dar suporte a toda a população.”

Como denunciar em São Leopoldo

Delegacia da Mulher

Rua São Paulo, 970 Segunda a sexta, das 8h30 às 11h30 e das 13h30 às 17h30 Telefones: 3591-3333 e 3591-3334 Whatsapp (51) 98444- 0606, da Polícia Civil

Delegacia Online

Pelo link www.delegaciaonline.rs.gov.br/dol/#!/index/main.

Centro Jacobina

Rua Brasil, 784, Centro Segunda a sexta, das 8h às 17h Teleatendimento no telefone 3592-2184 / Whatsapp (51) 9788-3212, de segunda a sexta, das 8 às 17 horas.

Promotoria de Justiça

E-mail mpsleopoldo@mprs.mp.br Telefone 3592-9377 / WhatsApp (51) 99745- 7512.

Centro de Referência de Assistência Social - Cras

Rua Primeiro de Março, 237 Segunda a sexta-feira, das 8h às 14h (51) 3591-9181 Denúncias de violência contra a mulher também podem ser feitas pelo 180, do governo federal, 24 horas, todos os dias da semana.

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