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Notícias | Região Cães retirados da Prefeitura

Servidores da Prefeitura de Capela de Santana deverão ser indiciados por maus-tratos

Funcionários da administração municipal são investigados por retirarem três cães comunitários do pátio da Prefeitura e abandoná-los

Por Renata Strapazzon
Publicado em: 18.10.2021 às 13:28 Última atualização: 18.10.2021 às 18:14

Dois servidores da prefeitura de Capela de Santana serão indiciados pela Polícia Civil por maus-tratos aos animais no inquérito que apura a retirada de três cães comunitários do pátio do Executivo capelense, registrado no mês passado. Os cães, Bernardão, Chocolate e Quinha foram retirados do local onde viviam e transportados em um micro-ônibus, que pertence à Secretaria da Saúde do município, para outras localidades. Câmeras de monitoramento da cidade flagraram o momento em que os servidores retiram os animais do local no micro-ônibus. As imagens foram utilizadas pela Polícia Civil durante a investigação.  

Chocolate foi o primeiro cão a ser encontrado, no dia 30 de setembro
Chocolate foi o primeiro cão a ser encontrado, no dia 30 de setembro Foto: Polícia Civil/Especial-arquivo

Os três foram encontrados abandonados em municípios da região. Um deles, Chocolate foi localizado no dia 30 de setembro, nove dias depois de ser levado da prefeitura, próximo ao quilômetro 22 da RS-122, na Estrada da Vigia, em São Sebastião do Caí, quase no limite com Bom Princípio.

A cadela Quinha, foi a segunda a ser encontrada, no dia 10 de outubro, também em São Sebastião do Caí. Já Bernardão foi encontrado no dia 12, em Ivoti. Os três ficaram sob os cuidados de uma ONG de proteção animal até serem adotados. 

Conforme o delegado Alexandre Quintão, da Delegacia de Polícia de Capela de Santana e responsável pela investigação, o inquérito que apura os fatos está em fase de conclusão e deverá ser remetido ao Judiciário nos próximos dias.  "Vamos indiciar os dois funcionários da Prefeitura por maus-tratos aos aninais", adianta Quintão. De acordo com o delegado, os dois homens trabalham como cargos de confiança (CCs) na Prefeitura. Se condenados, eles poderão pegar de dois a cinco anos de prisão. A reportagem já tentou, sem sucesso, contato com o prefeito de Capela de Santana, Alfredo Machado. 

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