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Mais de 144 mil kits de alimentação entregues para famílias de estudantes leopoldenses

A 14.ª rodada de distribuição das cestas, que se encerra hoje, está envolvendo 49 escolas da rede municipal

Por Alecs Dall'Olmo
Publicado em: 17.12.2021 às 03:00 Última atualização: 17.12.2021 às 07:49

Desde o início da pandemia da Covid-19, até este mês, o governo municipal de São Leopoldo já realizou a entrega de 170 toneladas de alimentos. Segundo Renata de Matos Batillana Matias, assessora de Relações Intersetoriais da Secretaria Municipal de Educação (Smed), foram entregues um total de 144 mil kits de alimentos para famílias de estudantes da rede municipal de ensino. Esta rodada, que se iniciou na segunda-feira (13), e que termina sexta (17), conta com 14 mil kits para 49 escolas. O objetivo é garantir a segurança alimentar de crianças e suas famílias.

Paul Harris ontem entre os locais de retirada dos alimentos da Secretaria de Educação
Paul Harris ontem entre os locais de retirada dos alimentos da Secretaria de Educação Foto: Diego da Rosa/GES

Segundo Renata, a entrega ajuda a combater o aumento da insegurança alimentar, que se agrava com o crescente empobrecimento da população. Para além disso, esta entrega de kits ocorre neste momento do ano para garantir a oferta de alimento para as crianças e estudantes que, em razão do início das férias, não terão acesso à alimentação escolar.

Critérios

A equipe da Smed aproveita para reforçar que os kits estão sendo entregues a todos os estudantes de escolas prioritárias e aos estudantes beneficiários do Bolsa Família que frequentam as demais escolas não prioritárias. As famílias com um filho matriculado recebem um kit e as famílias com dois ou mais filhos matriculados recebem dois kits de alimentos.

Entre as beneficiadas com a iniciativa ontem estava a família de Simone Antunes da Silva, 38 anos, que retirou a cesta básica na Escola Paul Harris.

"Importantíssima a entrega, pois existem muitas famílias da comunidade que estão passando por muitas necessidades e que veem nessa entrega do kit alimentação um alento, um fio de esperança e de alegria. Saem da escola com um enorme sorriso no rosto e muita gratidão", ressalta o professor e diretor da Paul Harris, Ademir Miguel Auler.

A diretora da Escola Municipal Castro Alves, Andreia Vilanova de Vilanova, também considera a ação fundamental. "Para muitas pessoas é somente esse rancho a alimentação da família. Muitos desempregados, familiares doentes que dependem dessa ajuda. Com certeza não é o suficiente no mês, porém, agradecem muito", destaca Andreia, que trabalhou na entrega dos kits na escola juntamente com as professoras Daniela Alcântara, Ana Lúcia Rosa dos Santos e Eliane Gonçalves. Ação para atender inúmeras famílias, como a de dona Angela Maria da Silva e Elisangela Barbosa Saraiva.

Produtos

E hoje tem mais entregas. As ações acontecem, das 11 às 16 horas, nas escolas João Goulart, Padre Orestes, Girassol. Aliás, as entregas de alimentos nas escolas ocorreram mesmo durante o período de suspensão presencial das aulas. A partir de um cronograma mensal, famílias contavam com o atendimento das equipes escolares para retirar os alimentos. Tudo com um controle de acesso.

Para o prefeito Ary Vanazzi, essa rodada é especial. "Vivemos tempos muito difíceis, o povo sofre com a falta de alimentos, com o preço do gás, com tudo, mas aqui em São Leopoldo nós, desde o primeiro mês (da pandemia) garantimos esses alimentos com recursos da Prefeitura, para garantir o básico da alimentação, já que muitos têm na escola a principal e até mesmo a única refeição, neste momento de empobrecimento das famílias pela ausência de políticas públicas do governo federal", afirma Vanazzi. "Então, essa rodada extra, agora no final de ano, próximo ao Natal, é um alento e uma forma de amenizar a situação destas milhares de famílias", ressalta o prefeito, via comunicação.

Olhar para as vulnerabilidades e a função social das escolas públicas

Para Renata, a ação nas escolas, envolvendo a mobilização pela segurança alimentar, a partir da entrega dos kits de alimentos para unidades escolares prioritárias da rede municipal - com base em questões de vulnerabilidade social -, é um olhar da instituição de ensino para a própria comunidade escolar. Uma percepção essencial dos contextos sociais do Município. “A escola, sobretudo a escola pública, tem uma função social. E como tal, a escola pública, jamais pode estar omissa ou indiferente das condições de vida da comunidade escolar”, afirma.

“Diante de um crise que assola o País, a fome em todos os cantos e o aumento da pobreza, com avanços de situação que vulnerabilidade e que fragilizam, a escola tem que ter uma ação”, avalia Renata. “A entrega dos kits é esse olhar. A própria escola se olhando, entendendo a situação e agindo no sentido de fazer preventivamente a dignidade alimentar. Algo indispensável para a produção do conhecimento e para que haja conhecimento.”

A assessora de assuntos intersetoriais da Smed destaca que São Leopoldo já está com o foco em 2022. “Está se buscando alternativas para combate da fome”, conta. “E estuda-se a possibilidades de combate a fome de forma geral e não só pautado no kit. Então, seguramente o governo municipal está trabalhando no sentido de combater a fome na nossa cidade.”

Mais ações sociais contra a fome no Município

Além da entrega dos kits nas escolas, São Leopoldo conta ainda com a Rede de Ação Solidária. A iniciativa, criada em abril de 2020, tem como objetivo contribuir com famílias em situação de extrema vulnerabilidade no Município. A ação é articulada pela Secretaria de Assistência Social (SAS) e conta com secretarias parceiras e ainda de voluntários das 89 organizações. Conforme avaliação divulgada em novembro, a Rede de Ação Solidária, em outubro, beneficiou quase 4.300 famílias com as cestas de alimentos.

Nessa mobilização há ainda inúmeros voluntários e doações de empresas que ajudam a reforçar os estoques do Banco de Alimentos do Vale do Sinos, que organiza e destina os donativos arrecadados para 70 entidades das cidades de São Leopoldo, Sapucaia do Sul, Esteio e Portão, como o Centro Medianeira. Outra ação importante, que faz a diferença, é o Mesa Brasil, que é um programa criado pelo Sesc em 2003 e atua como uma rede de solidariedade que integra doadores, instituições sociais e voluntários.

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