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Notícias | Região PRIVATIZAÇÃO

Corsan deverá ser vendida em fevereiro, segundo o governador

Anúncio foi feito ontem, durante cerimônia de transferência da Sulgás para a empresa Compass

Por Eduardo Amaral
Publicado em: 04.01.2022 às 03:00 Última atualização: 04.01.2022 às 12:31

Após um processo que envolveu controvérsias e negociação política, a privatização da Sulgás foi assinada ontem. A empresa de gás natural do Rio Grande do Sul foi vendida em outubro de 2021 à empresa Compass, que informou que o consumidor não será afetado com a mudança. Já o governo do Estado anunciou mais privatizações, incluindo a Corsan, a partir de fevereiro.

Cerimônia de assinatura do contrato da Sulgás nesta segunda
Cerimônia de assinatura do contrato da Sulgás nesta segunda Foto: Eduardo Amaral/Especial

A cerimônia de transferência foi ontem em Porto Alegre. Apesar da mudança de comando, saindo das mãos do Estado, a Sulgás terá poucas mudanças, já que a empresa Compass, que arrematou a antiga estatal, decidiu manter o plano de investimentos que já havia sido traçado antes do leilão e, também, vai manter a diretoria da empresa.

O atual plano prevê um investimento de R$ 300 milhões em um período entre três e cinco anos. Entre os projetos que serão mantidos e devem avançar mais rápido está a obra na região das Hortênsias, que envolve os municípios de Gramado e Três Coroas, para permitir o fornecimento de gás natural no perímetro urbano das cidades.

Para que isso aconteça, é preciso construir 31 quilômetros de malha dutoviária entre Gramado e Três Coroas. Já foram concretizados 13,3 quilômetros, com investimentos de R$ 11 milhões entre 2020 e 2021.

A promessa da Compass é finalizar os 18 quilômetros restantes da obra até o final de 2022, com investimento de R$ 13 milhões por parte dos novos proprietários.

Compass quer troca sem ruptura

Durante a cerimônia de assinatura do contrato, o governador Eduardo Leite exaltou a privatização da antiga estatal, que foi vendida em um leilão com apenas uma concorrente por R$ 927,7 milhões. No momento da venda, a Sulgás tinha lucro de R$ 73 milhões por ano. “Estamos falando de um dos maiores grupos econômicos assumindo o comando dessa companhia, além da capacidade de investimento a gente tem também a agilidade de decisão”, exaltou Leite, defendendo a política de privatizações.

Após o leilão, no qual foi a única concorrente, a Compass adquiriu 51% das ações que pertenciam ao Estado do Rio Grande do Sul. Os outros 49% pertencem ainda à Gaspetro, um braço de economia mista (público-privada) da Petrobras. A mudança de donos não vai interferir na tarifa do gás natural no RS. Em uma rápida coletiva de imprensa, o presidente da Compass, Nelson Roseira Gomes Neto, anunciou que manterá a atual diretoria da Sulgás no comando da empresa. Com isso, o atual presidente da Sulgás, Carlos Colón, seguirá no cargo.

Neto afirma que, apesar de manter o plano atual de investimentos, a nova gestora da Sulgás não fecha as portas para que mais recursos sejam alocados na expansão de negócios.  “Quando a gente assume automaticamente aparecem novas oportunidades, e são essas oportunidades que a gente começa a avaliar a partir de agora”, diz Neto. Ele defendeu a manutenção do plano de expansão já traçado pela empresa. “A troca de controle acionário de uma companhia não significa uma ruptura, aqui a nossa entrada significa uma continuidade do que já vinha sendo feito.

Novas privatizações

Entusiasta das privatizações, o governador gaúcho Eduardo Leite exaltou ontem o avanço na venda de estatais gaúchas, e anunciou novas vendas já no mês de fevereiro. Entre as empresas que devem ser privatizadas já no próximo mês está a Corsan, responsável pela captação e distribuição de água no Estado.

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