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Notícias | Região ALTA DO COMBUSTÍVEL

Preço do GNV pode aumentar pelo menos 27,99% na próxima semana

Pedido de reajuste foi feito pela Sulgás em dezembro, após Petrobras elevar o valor do combustível em 50%

Por João Linden
Publicado em: 07.01.2022 às 17:50 Última atualização: 07.01.2022 às 17:50

A Agência Estadual de Regulação dos Serviços Públicos Delegados do Rio Grande do Sul (Agergs) decide na próxima terça-feira (11) se aprova o pedido de reajuste de 27,99% para o gás natural veicular (GNV). O pedido foi apresentado em dezembro pela Companhia de Gás do Estado do Rio Grande do Sul (Sulgás).

Caso aprovado, o valor pago pelos postos pelo metro cúbico do combustível passará de R$ 2,3740 para R$ 3,0384. Para o consumidor final, o preço será ainda maior, considerando o reajuste dos postos. Atualmente, ele já custa quase R$ 5 reais.

Marcelo Peters usa GNV há quase cinco anos
Marcelo Peters usa GNV há quase cinco anos Foto: João Linden/GES-Especial

O pedido da Sulgás é resultado do reajuste nos contratos com a Petrobrás, que elevou em 50% o valor para distribuição do GNV para o Estado. O acréscimo nos contratos de distribuição foi divulgado pela empresa nos últimos dias de dezembro e entrou em vigor a partir do dia 1º de janeiro de 2022. Mas em razão da espera pela decisão da Agergs, ele ainda não está valendo no Rio Grande do Sul.

Mesmo assim, a possibilidade de aumento no preço já preocupa consumidores. Muitos já se questionam se o GNV seguirá saindo mais em conta do que outros combustíveis, como a gasolina, cujo preço do litro teve queda recentemente.

Justiça pode barrar reajuste

Se o acréscimo for concedido à Sulgás, ainda existe a possibilidade de a Procuradoria Geral do Estado (PGE) tentar impugnar o novo valor judicialmente. De acordo com a assessoria de imprensa da PGE, essa opção está atualmente sob análise. Uma definição deve ocorrer na próxima semana.

Preço do GNV pode aumentar pelo menos 27,99% na próxima semana
Preço do GNV pode aumentar pelo menos 27,99% na próxima semana Foto: Agência Brasil

Se essa ação se confirmar, não seria um fato isolado. Liminares barrando o aumento foram concedidas em, pelo menos, outros cinco Estados do País: Rio de Janeiro, São Paulo, Ceará, Sergipe e Alagoas. A Petrobras já se posicionou e, por meio de nota, informou que tentará derrubar essas decisões. Paralelamente a todas essas análises e liminares, o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) também examina o aumento do GNV.

Inicialmente, a Petrobras desejava aumentar em 200% o preço do GNV, mas recuou. A justificativa é a escassez do produto no mercado internacional.

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