Publicidade
Botão de Assistente virtual
Notícias | Região PANDEMIA

Aumenta concentração de coronavírus no esgoto de São Leopoldo

Pesquisa apontou alta seis vezes maior do que o coletado em dezembro

Publicado em: 10.01.2022 às 03:00 Última atualização: 10.01.2022 às 18:36

O resultado mais recente da coleta de amostra de esgoto realizado na Estação de Tratamento de Esgoto (ETE) Vicentina, em São Leopoldo, apontou aumento da presença de coronavírus na rede de esgoto da cidade de até seis vezes em relação ao mês de dezembro, indicando uma maior incidência do vírus na população. O material foi coletado na última terça-feira, dia 4 de janeiro, e apresentou 1.279.289,00 cópias genômicas por litro (Cg/L), o maior resultado observado desde março de 2021.

 

Coletas na ETE Vicentina para a pesquisa sobre coronavírus no esgoto ocorrem desde 2020
Coletas na ETE Vicentina para a pesquisa sobre coronavírus no esgoto ocorrem desde 2020 Foto: Digue Cardoso/Comunicação Semae/Arquivo

Desde 2020, o Serviço Municipal de Água e Esgotos (Semae) participa da pesquisa de detecção do coronavírus no esgoto em São Leopoldo. "É uma diferença expressiva no que estávamos acompanhando desde outubro, novembro do ano passado, quando tínhamos uma carga viral bem baixa", afirmou a professora do mestrado em Virologia da Feevale e uma das coordenadoras do projeto, Caroline Rigotto. Ela explica que as coletas são realizadas semanalmente na ETE Vicentina e que, por elas, tem sido possível confirmar as tendências vistas na cidade. "Ele (o resultado) sempre traz o que está acontecendo. Vemos um aumento no número de casos e, essa semana, realmente corroborou com o que estamos observando", justifica.

Tendência

"A gente tem observado que, como a nova variante é mais transmissível, provavelmente ela também elimine mais vírus. A gente vê que as pessoas costumam sentir os sintomas mais no início e vão eliminando nas fezes uma maior quantidade de vírus", coloca.

Caroline também acredita que os resultados das coletas nas próximas semanas devem continuar mostrando maior carga viral de coronavírus no esgoto, seguindo o exemplo de outros lugares que registraram aumento de casos de Covid após a variante Ômicron. "A tendência que estamos observando é a mesma que vemos nos esgotos de outros países. Devemos ter o mesmo perfil, com uma onda de alta por cerca de 5 semanas, para então voltar a baixar", estima.

A gerente de Esgotamento Sanitário do Semae, Aline Barreto, enfatizou que a carga viral encontrada essa semana é 6 vezes maior do que a registrada em todo o mês de dezembro. "Já estivemos em situação pior. Porém, desde março do ano passado não tínhamos um aumento tão relevante", afirma.

Porto Alegre e Curitiba são outras cidades brasileiras que também observaram aumento da carga viral no esgoto e emitiram alerta à população.

Novas medidas?

O prefeito Ary Vanazzi, disse que os dados acendem um alerta. Segundo ele, o Comitê de Combate ao Coronavírus deve ser reunir nesta semana para verificar quais as medidas deverão ser adotadas. “Enquanto isso, reforçamos que a população redobre os cuidados para que não haja risco de nova superlotação nas unidades de saúde”, salientou. O diretor-geral do Semae, Ary Moura, ressaltou que a presença do vírus na rede de esgoto não interfere na qualidade da água. “A água tratada passa por uma etapa de desinfecção por cloro, garantindo que todo e qualquer microrganismo seja eliminado.”

Gostou desta matéria? Compartilhe!
Encontrou erro? Avise a redação.
Publicidade
Matérias relacionadas

Olá leitor, tudo bem?

Use os ícones abaixo para compartilhar o conteúdo.
Todo o nosso material editorial (textos, fotos, vídeos e artes) está protegido pela legislação brasileira sobre direitos autorais. Não é legal reproduzir o conteúdo em qualquer meio de comunicação, impresso ou eletrônico.