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Entenda os reajustes da gasolina, diesel e gás natural

Gasolina e diesel sobem na Petrobras. Gás teve aumento autorizado nesta terça-feira

Publicado em: 12.01.2022 às 03:00 Última atualização: 12.01.2022 às 08:46

A segunda semana de janeiro trouxe impacto para o bolso dos consumidores. A Petrobras anunciou aumento de gasolina e diesel a partir desta quarta-feira (12). E a Sulgás anunciou reajuste nas tarifas de gás natural, que incluem o GNV usado em automóveis convertidos para o sistema assim como outras categorias de consumo, como gás doméstico encanado e indústria.

Entenda os reajustes da gasolina, diesel e gás natural
Entenda os reajustes da gasolina, diesel e gás natural Foto: João Linden/GES-Especial

A Petrobras anunciou ontem o reajuste da gasolina e do óleo diesel. As altas são de 4,8% e 8%, respectivamente.

O valor do litro da gasolina entregue pela Petrobras às distribuidoras passará de R$ 3,09 para R$ 3,24. Já o do óleo diesel foi reajustado de R$ 3,01 para R$ 3,25. Essa é a revisão média, mas, na prática, há diferenças nos pontos de entrega dos combustíveis, dependendo da região onde estão localizados. E cada posto define o preço que cobrará ao consumidor final depois disso.

Dois meses e meio

Esse é o primeiro reajuste anunciado em 77 dias. Em 15 de dezembro, a Petrobras reduziu o preço da gasolina e manteve o do diesel.

A Petrobras afirma seguir as variações do petróleo no mercado internacional, que iniciou o ano valorizado, e também o câmbio, como prevê sua política de Preço de Paridade de Importação (PPI)

"Dessa forma, a Petrobras reitera seu compromisso com a prática de preços competitivos e em equilíbrio com o mercado, acompanhando as variações pra cima e para baixo, ao mesmo tempo em que evita o repasse imediato para os preços internos das volatilidades externas e da taxa de câmbio", afirmou a petrolífera em comunicado.

No Rio Grande do Sul, o ano começou com uma redução no preço da gasolina devido à mudança da alíquota do ICMS, que foi de 30% para 25%, o que barateou o custo ao consumidor final.

Mudanças de preço podem chegar a qualquer momento

O quanto desse reajuste será repassado ao consumidor e quando ele chegará às bombas dependerá de cada posto. O Sulpetro, sindicato que representa os revendedores de combustíveis do Estado, disse, por meio de sua assessoria de imprensa, ser impossível fazer previsões sobre como o anúncio da Petrobras impactará no bolso dos gaúchos.

A entidade ainda reforçou que não interfere nos preços de revenda, tampouco faz pesquisas e levantamentos de valores cobrados. Ou seja: cada estabelecimento pratica sempre o preço que julgar necessário conforme sua realidade de mercado.

A partir dessa posição, a orientação possível a ser dada para o consumidor é a habitual: pesquise bem os preços antes de abastecer o seu veículo.

Aumento no gás natural aprovado nesta terça-feira

Foi aprovado na tarde de ontem o reajuste no preço do gás natural em todo o Rio Grande do Sul. Por unanimidade, os conselheiros da Agência Estadual de Regulação dos Serviços Públicos Delegados do Rio Grande do Sul (Agergs) acataram o pedido feito pela Sulgás ainda em dezembro. Há reajustes diferentes conforme a categoria, incluindo o gás natural veicular (GNV), gás doméstico encanado e uso industrial.

No caso do GNV, o reajuste é de 27,99%, e o custo para os postos de combustíveis passa de R$ 2,3740/m³ para R$ 3,0384/m³ a partir da publicação da decisão no Diário Oficial do Estado (DOE), que deve ocorrer hoje.

Contratual

O pedido de reajuste da Sulgás busca recompor os preços após um reajuste de 50% nos contratos com a Petrobras, empresa responsável pelo fornecimento para a Sulgás, recentemente privatizada. Após a alta proposta pela estatal nacional, a empresa gaúcha apresentou a proposta de reajuste ao consumidor final para manter as margens de lucro com o fornecimento do GNV. O pedido à Agergs prevê aumento em duas etapas, a primeira em janeiro. Em agosto está prevista uma reavaliação.

Motorista de Uber de Novo Hamburgo, Valdeci Silva, 48 anos, investiu R$ 3 mil para instalar o equipamento de gás em seu veículo. "Fiz isso pelo preço, mas se subir muito pode começar a não valer a pena e vou voltar para a gasolina", reflete. Atualmente, ele gasta cerca de 70 reais para rodar 250 km. Mas além do investimento feito há três anos, ele precisa desembolsar um valor anual para a vistoria. Neste ano, o valor foi de 260 reais. Os custos podem fazê-lo retornar à gasolina. "Tem toda a questão do desgaste do carro", comenta.

Já o mecânico Ziemmermann, 51, diz que, mesmo com o aumento não pretende deixar de abastecer a sua Belina com GNV. "Ainda acho que vale a pena." O veículo também pode ser abastecido com álcool e gasta 55 reais para rodar 180 km.

Contribuiu Eduardo Amaral

Os índices de aumento por categoria

O gás natural inclui várias categorias de consumo. O reajuste encaminhado pela Sulgás e aprovado pela Agergs inclui: de 22,82% a 30,12% (conforme consumo) para segmento industrial; 10,69% a 14,24% para segmento residencial encanado; 29,22% para GNV destinado a frotas; 31,57% para gás natural comprimido (GNC) industrial, comercial ou veicular; 27,99% para GNV destinado a postos; 30,39% para cogeração/climatização; e 13,25% a 17,24% para segmento comercial. Estes índices estão sujeitos a confirmação através de edital que sai hoje.

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