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Notícias | Região SERVIÇO LENTO

Greve na Receita Federal atrasa entrega de mercadorias em Novo Hamburgo

Processos que levavam até 72 horas podem chegar a 15 dias por causa da "operação-padrão" dos servidores

Por Juliana Nunes
Publicado em: 13.01.2022 às 14:31 Última atualização: 13.01.2022 às 15:18

A greve dos auditores fiscais e analistas tributários da Receita Federal, iniciada em 27 de dezembro de 2021, tem impactado empresas que utilizam os portos aduaneiros para importação e exportação de mercadorias. Com a operação-padrão,  conhecida também como "operação-tartaruga" (por deixar o serviço mais lento), o prazo de liberação dos produtos que era feita em até 72 horas tem levado entre 10 e 15 dias. Esta alteração no processo traz consequências também para o consumidor final, já que mexe no processo de produção, venda e entrega de mercadorias.

Greve na Receita Federal atrasa entrega de mercadorias em Novo Hamburgo
Greve na Receita Federal atrasa entrega de mercadorias em Novo Hamburgo Foto: Inézio Machado/GES

Na Estação Aduaneira do Interior (EADI) de Novo Hamburgo, conhecida como Porto Seco, aproximadamente 180 Declarações de Importação (DIs) aguardam distribuição para verificação por parte dos auditores fiscais. É o que mostra levantamento feito por associados da Associação Comercial, Industrial e de Serviços de Novo Hamburgo, Campo Bom e Estância Velha (ACI-NH/CB/EV) e divulgado na tarde desta quinta-feira (13). No Município, há processos aguardando a conferência desde o terceiro dia de janeiro desse ano. No Porto de Rio Grande, a demora é ainda maior, a espera vem desde dezembro, quando a greve teve início.

"Entendemos legítimas as reivindicações, porém novamente quem paga a conta é o empresário e o cidadão brasileiro. Esperamos que logo se tenha uma solução para o caso, pois já temos tantos outros problemas no comércio exterior e isto irá gerar um atraso ainda maior nas importações e exportações brasileiras", afirmou o presidente do Sindicato dos Despachantes Aduaneiros do Estado (SDAERGS), Marcelo Clark Alves.

O outro lado

Sobre a situação no Porto Seco de Novo Hamburgo, em nota, o Auditor-Fiscal da Receita Federal do Brasil, Gastão Figueira Tonding, diz conhecer o problema e lembra que a operação não afeta cargas perecíveis, vivas, medicamentos e mercadorias sensíveis. "Estamos monitorando a situação a fim de não causar prejuízos excessivos aos demandantes dos serviços prestados pela Receita Federal e acompanhando a liberação de cargas que, por sua natureza, requerem agilidade no seu desembaraço.  Cabe destacar a importante atuação da Receita Federal no apoio ao combate à Covid-19 ao destinar mercadorias apreendidas para prefeituras, secretarias da Saúde, hospitais, ao firmar parcerias com universidades para transformação de bebidas alcoólicas em álcool em gel e ao adotar soluções inovadoras como o desembaraço em nuvem para tornar ainda mais ágil a liberação de vacinas, medicamentos e materiais para prevenção à pandemia. Procedimento que foi destacado pela empresa Pfizer como caso mundial em agilidade e eficiência."

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