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Notícias | Região ESTIAGEM

Nível do Rio dos Sinos segue muito abaixo do normal em São Leopoldo

No final da manhã deste domingo (16), nível estava em 42 centímetros, quando o normal é considerado entre 2 e 2,5 metros

Publicado em: 16.01.2022 às 14:43 Última atualização: 16.01.2022 às 14:59

Em medição feita no final da manhã deste domingo (16) na a régua da Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA), o nível do Rio dos Sinos, em São Leopoldo estava em 42 centímetros, bem abaixo do considerado normal, que é entre 2 e 2,5 metros. O nível mais baixo registrado neste ano até agora, segundo a Defesa Civil leopoldense ocorreu na última sexta-feira, (14) quando chegou a 31 centímetros. Já o nível mais alto visto em 2022 foi registrado no dia 5 de janeiro, quando o Sinos estava em 1,75 metro.

Nível do Sinos segue muito abaixo do considerado normal
Nível do Sinos segue muito abaixo do considerado normal Foto: Diego da Rosa/GES

A situação preocupante, que tem se agravado com a falta de chuva na região, fez com que o Consórcio Pró-Sinos que representa 28 municípios dos 30 que compõem a bacia hidrográfica, emitisse um alerta na semana passada. "Diante da estiagem que provoca a redução do nível e da vazão das águas, a situação do Rio dos Sinos tem sido monitorada pelo Consórcio Pró-Sinos por meio da Plataforma de Monitoramento Espacial e do contato permanente com as áreas ambientais".

Outro receio é em relação ao abastecimento que pode ser comprometido a partir do momento que a régua instalada na captação de água do Serviço Municipal de Água e Esgotos (Semae) marcar 50 centímetros. Ontem, o nível no local conforme a assessoria de imprensa da autarquia, estava em 1 metro.

Além disso, a Defesa Civil alerta para os riscos de incêndios que podem se espalhar na natureza. “Orientamos as pessoas a não atearem fogo no lixo ou em terrenos baldios e não depositar bitucas de cigarro no chão. A baixa umidade do ar torna mais fácil o alastramento do fogo, podendo provocar incêndios de grandes proporções”, pontua o coordenador do órgão, Fabiano Camargo.

Preocupação com o racionamento 

Moradora do bairro Vicentina, a dona de casa Gláucia Pacheco, 59 anos, se diz receosa com a possibilidade de racionamento de água na cidade. "Já vivemos uma situação dessas há alguns anos e sabemos o quanto é horrível. Não posso nem imaginar ficar sem água em casa", diz. Para ela, além de torcer pela volta da chuva à região, ações isoladas também fazem a diferença. "É inaceitável alguém lavar o pátio de casa numa situação dessas", exemplifica. "Precisamos usar este bem tão precioso de forma consciente para que nunca nos falte", ensina.

De acordo com a Defesa Civil, a passagem de uma frente fria poderá trazer chuvas isoladas ao Estado e à região nos próximos dias, mas sem amenizar muito as temperaturas e a sensação de abafamento. 

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