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Curso de corte e costura motiva quem quer entrar no setor calçadista

Com técnicas do Senai, empresa calçadista de Novo Hamburgo capacita futuros colaboradores

Por Juliana Nunes
Publicado em: 24.01.2022 às 08:00 Última atualização: 24.01.2022 às 08:57

Desempregado há cinco meses, após perder o posto de trabalho em uma pedreira, Luís Eduardo Schwickert, 22 anos, vê no setor calçadista a motivação para voltar ao mercado. Para se sair bem no que espera ser seu novo ofício, ele conta com a expertise do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai) em uma oportunidade dada pela Calçados Zenglein, em parceria também com o Sindicato da Indústria do Calçado de Novo Hamburgo (SIC-NH) e Ministério da Cidadania.

O curso Operador de Máquina de Corte e Costura é gratuito e segue até o dia 4 de fevereiro na sede da indústria, em Novo Hamburgo. "Eu nunca tinha feito nada parecido e é muito gratificante entender e colocar em prática tudo o que se aprende aqui. Espero ficar e fazer carreira", comenta Schwickert.

Silvana e Luís (ao fundo), fazem parte do curso, que será realizado até 4 de fevereiro
Silvana e Luís (ao fundo), fazem parte do curso, que será realizado até 4 de fevereiro Foto: Diego da Rosa/GES

Para Silvana de Paula, 46, fazer o curso do Senai é realizar um sonho antigo. "Eu soube da oportunidade pela rede social. Sempre quis aprender a costurar e com o Senai tem este passo a passo. Não imaginava que atuaria neste setor, mas estou amando cada etapa. Meu sonho é ser uma costureira de excelência."

O curso

A atividade profissional tem carga horária de 160 horas e é acompanhada pelo instrutor profissional do Senai Jeferson Castilhos.

"Nehum dos alunos sabia costurar e a maioria nunca tinha entrado em uma fábrica. São perfis e histórias completamente diferentes", diz o instrutor.

Os alunos começam aprendendo sobre o funcionamento das máquinas e cuidados. "Primeiro só treinam o pedal. Temos padrão folha A4 e vão treinando em linhas retas, círculos, vão aprendendo a dirigir a máquina", detalha Castilhos.

E a vivência do grupo é parecida com a dos profissionais. As aulas ocorrem no turno de 8 horas da fábrica, de segunda a sexta. "E não cobramos velocidade, mas a qualidade. Alguns já estão costurando palmilhas. É uma vivência (simulada), inclusive de produção", destaca o instrutor do Senai.

Uma forma de olhar para o futuro da indústria

Para o presidente do SIC-NH, Paulo Ricardo da Silva, cursos como este da Zenglein permitem a formação de novos profissionais e para isso, as fábricas precisam olhar para o futuro.

"É uma forma de valorizar as pessoas e o mercado está precisando muito deste trabalho qualificado. A indústria vai ter que pensar diferente e olhar para o futuro. Este curso é uma pequena semente que dá bons resultados. Basta funcionários e empresários acreditarem", ressalta Silva.

A expectativa é de que os alunos se tornem colaboradores efetivos da empresa, que atua desde 1966, fica no bairro São José e é conhecida pela marca Giulia Domna.

Cursos como este permitem carreira no setor calçadista

Costa, coordenador no Senai
Costa, coordenador no Senai Foto: Diego da Rosa/GES
"Esta é a essência do Senai, fomentar a indústria. O Senai nasceu para isso e parcerias como estas são também uma questão social", resume o coordenador técnico da Educação Proffisonal do Instituto Senai de Tecnologia em Calçado e Logística Industrial, Alexandre Costa. A atividade permite, conforme Costa, não só que os moradores tenham um novo ofício, mas possam fazer uma carreira na indústria do calçado. "É importante que as indústria saibam onde recorrer quando se fala em capacitação profissional. Estes cursos que ofertamos são bons para todo mundo. Pode ser que tenham pessoas ali que se aposentem na empresa. Há possibilidade de uma progressão na carreira. Precisamos saber que a indústria calçadista segue viva e com muito potencial", ressalta o coordenador.

Parceria com Senai deve se repetir em outras oportunidades

Sandra, gestora de RH na Zenglein
Sandra, gestora de RH na Zenglein Foto: Diego da Rosa/GES
Segundo a gestora de Recursos Humanos da Zenglein, Sandra Braun, este deve ser o primeiro curso de muitos que virão. "Tudo começou a partir de um trabalho que desenvolvemos com o sindicato patronal. Como é difícil encontrar profissionais no mercado, trouxemos o curso para treinar, qualificar e absorver estes profissionais na empresa. A ideia é montar uma esteira só de costura", explica Sandra. Além do curso, a empresa calçadista subsidia também o transporte, os materiais e a alimentação. Foram 24 currículos entregues e após uma seleção prévia 14 alunos seguem ativos nas aulas. "É uma forma de facilitar o acesso de pessoas que estão desempregadas e desejam se inserir no mercado de trabalho. Muitas querem tentar, mas tem empecilhos. Com este apoio, eles têm uma oportunidade real."

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