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Adolescente de Lindolfo Collor recebe pena máxima por matar cão em live de grupo neonazista

Juiz aplicou três anos de internação pela atrocidade na véspera de Natal, e menor segue no Case de Novo Hamburgo

Por Silvio Milani
Publicado em: 09.02.2022 às 19:03 Última atualização: 09.02.2022 às 20:19

O adolescente de 17 anos que matou e mutilou um cachorro em Lindolfo Collor, durante live de grupo neonazista na véspera de Natal, recebeu a pena máxima prevista para menor. O juiz Miguel Carpi Nejar, que responde pela comarca de Ivoti, aplicou três anos de internação por furto e maus-tratos. A defesa do jovem considera exagerado o tempo de condenação e declara que vai recorrer.Deepweb A partir da internação provisória do acusado no Centro de Atendimento Socioeducativo (Case) de Novo Hamburgo, na tarde de 28 de dezembro, o magistrado tinha 45 dias para emitir a sentença, conforme estabelece o Estatuto da Criança e do Adolescente (Eca). Nesta segunda-feira (7), aos 41 dias, ele tomou a decisão. Os três anos terão reavaliação semestral, conforme determina Nejar.

Juiz considerou dois crimes

O furto, de acordo com a sentença, é porque o menor pegou o “linguicinha” chamado “Perigo”, que havia fugido da casa dos donos na vizinhança, para sacrificá-lo no desafio ao vivo na noite de 24 de dezembro. Os maus-tratos estão nas imagens, que vazaram do grupo fechado por meio de hackers rivais. Pelo menos 30 membros da rede sádica assistiam e orientavam como o jovem era para maltratar o animal.

No vídeo de quase três minutos, ele estrangula, espanca com golpes de martelo e corta o cão com uma faca, nos fundos da casa da mãe. "Agora mata", é possível ouvir de espectador de São Paulo. Por se tratar de menor, os dois crimes são considerados “atos infracionais”.

Defesa vai tentar reduzir pela metade ou serviços comunitários

Após divulgação da sentença, na tarde desta quarta-feira (9), o advogado do menor, Vilson Felipe Carbonel Corino, emitiu nota com críticas à decisão. “A defesa entende que o tempo de internação fixado é demasiado, vez que há julgamentos pelo Tribunal de Justiça que entendem pela metade desse tempo.”

Para Corino, o juiz não levou em consideração a confissão da morte do animal, o que entende como atenuante. O advogado aponta como “levianas” as provas do furto do animal, ao frisar que a dona admitiu que o cão fugiu. Assim, segundo ele, “descaracteriza furto, comprovando que o animal foi encontrado na rua”.

Ele antecipa que irá recorrer ao Tribunal de Justiça, em Porto Alegre. “A defesa, certamente, irá interpor recurso cabível, no sentido de reformar o tempo de internação, no sentido de reduzir, e/ou aplicação de medidas diversas da internação, tais como liberdade assistida e prestação de serviço comunitário, conforme outros julgados pertinentes ao caso.”

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