Publicidade
Botão de Assistente virtual
Notícias | Região INICIATIVA MENSAL

Portão investe em nova Multifeira no Centro de Atividades Lothar Kern

Evento mensal oferece artesanato, antiguidades e espaço do produtor

Por Franceli Stefani
Publicado em: 25.03.2022 às 03:00 Última atualização: 25.03.2022 às 09:18

De plantas até perfumes. De pastel ao sabor baiano do acarajé. A nova atração da cidade de Portão, a Multifeira vai acontecer sempre no primeiro sábado de cada mês. A primeira edição foi na semana passada e reuniu dezenas de visitantes e expositores no Centro de Atividades Lothar Kern, na área central de Portão.

O assessor de Turismo da Secretaria de Cultura, Isaque Mattos, revela que a ideia de unificar as áreas em um único evento deu certo. "Ano passado a gente promoveu a primeira edição, mas não com esse nome. Lançamos uma enquete e a comunidade auxiliou na escolha."

A próxima edição está marcada para ocorrer de 13 a 15 de abril, junto com a Feira do Peixe.

A programação é sempre das 7 às 16 horas. "Temos o objetivo de conciliar dois eventos distintos. No futuro queremos transformar a Multifeira em um local turístico", pontua o fiscal sanitário Carlos Frederico Scott Becker.

Nádia, Margarete e Cenira levaram acarajé à Multifeira
Nádia, Margarete e Cenira levaram acarajé à Multifeira Foto: fotos Franceli Stefani/Especial

Acarajé em Portão

Três microempresárias - Nádia Fernanda Backes, Margarete Pereira e Cenira Pereira - apostaram no acarajé. O prato baiano que conquistou aqueles que se permitiram sentir o sabor.

"Fez muito sucesso, até o prefeito pediu no ano passado, quando fizemos na Semana da Consciência Negra", relata Margarete. Há quem prove por curiosidade e quem não tenha coragem. "Muitas pessoas nem sabem que tem, um cliente de Minas Gerais disse que é melhor daquele feito na Bahia", diz Nádia.

O prato é servido junto com o suco de leite de coco, com limão e hortelã. "É refrescante, quanto mais calor, melhor." Elas estão instaladas ao lado da agricultura familiar.

Agricultura familiar

Rejane (D) foi comprar os produtos de Lenir e Ataides
Rejane (D) foi comprar os produtos de Lenir e Ataides Foto: Franceli Stefani/GES-Especial
A artesã Clara Santos, 58 anos, aprovou a ideia de reunir mais de uma atividade em um único evento. São mais de 20 expositores em um único espaço, o que gera atenção das pessoas. "A gente sempre participa e somos muito bem recebidas. Não podemos reclamar, achamos muito boa a proposta", expressa.

Produtores rurais, Lenir, 62, e Ataides José da Cruz, 63, saem do Morro do Macaco Branco há cerca de 20 anos para que possam vender frutas, verduras, pão com fermentação natural, queijo, entre outros produtos orgânicos. São cerca de 15 quilômetros até o Centro e, segundo o casal, vale a pena.

"Temos a nossa clientela, na pandemia não paramos. Como é espaço aberto, vínhamos só nós e aquelas pessoas que compram conosco", conta Lenir. O segredo, de acordo com ela, é a diversidade. "Nós temos valores menores que o mercado, somos só nós dois", reforça.

A cliente do casal, a química Rejane Paiva, esteve pela primeira vez no local escolhendo seus produtos. Por conta da pandemia a filha era quem fazia as compras. "É muito importante valorizar o que é daqui."

Gostou desta matéria? Compartilhe!
Encontrou erro? Avise a redação.
Publicidade
Matérias relacionadas

Olá leitor, tudo bem?

Use os ícones abaixo para compartilhar o conteúdo.
Todo o nosso material editorial (textos, fotos, vídeos e artes) está protegido pela legislação brasileira sobre direitos autorais. Não é legal reproduzir o conteúdo em qualquer meio de comunicação, impresso ou eletrônico.