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Notícias | Região GOVERNO DO ESTADO

Ranolfo Vieira Júnior detalha os planos até o final deste ano

Em entrevista à Rádio ABC 103.3 FM, governador que assumirá nesta quinta-feira defende projeto

Por Joceline Silveira*
Publicado em: 30.03.2022 às 03:00 Última atualização: 30.03.2022 às 14:36

Com a anunciada renúncia de Eduardo Leite ao governo do Estado, o vice-governador Ranolfo Vieira Júnior, que acumula o cargo de secretário da Segurança Pública, assume o cargo em cerimônia na Assembleia Legislativa nesta quinta-feira. Prestes a assumir o governo do RS, Ranolfo, falou, em entrevista à Rádio ABC 103.3 FM, que está preparado para comandar o Estado.

A conversa com os comunicadores Cláudio Brito e João Ávila no programa NH 10 ocorreu na manhã de ontem, um dia após o anúncio da renúncia de Leite. O futuro governador do RS, que comandará o Estado de abril até o fim de 2022, afirmou que não seguirá à frente da SSP e que será pré-candidato do PSDB ao governo do Estado nas eleições de outubro. Seu nome foi confirmado pelo próprio Leite como o candidato tucano à sucessão.

Perfil

Ranolfo fala sobre continuidade e o processo de transição
Ranolfo fala sobre continuidade e o processo de transição Foto: Luiz Andre Furquim Santos/Divulgação
Ranolfo contou que já sabia da decisão de Leite há mais de uma semana, mas que nem mesmo sua família foi informada que ele seria o novo governador do Estado. O político de 55 anos lembrou também que na segunda-feira completou 35 anos, 8 meses e dois dias de serviço público, passando por diversos cargos até chegar ao governo do Estado.

Ranolfo começou a ganhar visibilidade estadual quando chefiou a Polícia Civil durante o governo Tarso Genro (PT). Filiado ao PTB, concorreu em 2014 ao cargo de deputado estadual ainda assinando como Delegado Ranolfo, na chapa que apoiava a reeleição do petista. Na oportunidade ele conquistou 27,3 mil votos, ficando de fora da Assembleia Legislativa.

Assumiu a Secretaria de Segurança de Canoas entre 2017 e 2018, quando voltou à disputa política como vice na chapa encabeçada por Eduardo Leite, do PSDB. Formado em Direito pela Unisinos, é casado há 26 anos e pai de três filhos. Ranolfo é natural de Esteio, cidade onde ainda mantém residência.

*Colaboraram: Eduardo Amaral e João Ávila

Rito de Passagem

Acontecimento raro na política gaúcha, a renúncia de um governador gera dúvidas até entre os próprios envolvidos, como admitiu nesta terça-feira o, ainda, vice-governador Ranolfo Vieira Júnior (PSDB). Para que ele possa assumir definitivamente o cargo no lugar do também tucano Eduardo Leite, o governador precisará primeiro entregar seu pedido de renúncia na Assembleia Legislativa, que deve ser lida no plenário da Casa.

Os deputados então precisam aceitar o pedido de renúncia e dar posse a Ranolfo. Depois disso, Leite poderá então transmitir o cargo a seu vice. O rito burocrático é rápido, e a previsão é que o pedido de renúncia de Leite chegue à Assembleia até esta quarta-feira e seja lido na quinta-feira. Logo após, Ranolfo tomará posse do cargo em cerimônia prevista para ocorrer no Palácio Piratini.

As perspectivas políticas, os novos investimentos e os ajustes

Rádio ABC 103.3 FM - Na véspera de passar o bastão do comando da Secretaria de Segurança Pública, já pode adiantar quem será o novo secretário?

Ranolfo - Por enquanto estamos conversando, ainda não temos nada definido. Posso adiantar que é um nome técnico, um nome da área, que vem para dar seguimento ao RS Seguro, a tudo isso que está sendo realizado na área da segurança pública.

E a Chefia de Polícia, será missão dele? Ele que vai escolher o chefe de Polícia?

Ranolfo - A Chefia de Polícia deve ser escolha dele, lógico. Mas em time que está ganhando não dá pra fazer muita mudança. Um exemplo é a Brigada Militar, nós temos lá o coronel Claudio dos Santos Feoli no comando-geral e o subcomandante, o coronel Douglas da Rosa Soares, que estão realizando um excelente trabalho.

Mas ele terá a autonomia de alterar, mas não seria o caso de alterar. E a delegada Nadine Anflor só sai porque é candidata a deputada estadual, senão não sairia também, porque está fazendo um trabalho exemplar à frente da Polícia Civil.

Devido à Legislação Eleitoral teremos duas trocas de comando dentro da Secretaria de Segurança, então?

Ranolfo - Sim, o primeiro nome é o da delegada Nadine, chefe de Polícia que vai concorrer a deputada estadual e o segundo é o Enio Bacci, diretor-geral do Detran que vai se afastar para concorrer a deputado federal.

Nós temos dez secretários que deverão deixar o governo na quinta-feira em razão de serem deputados ou serão candidatos a deputados estaduais ou federais, e então teremos dez mudanças. Visto isso, assim que tivermos a posse, quero fazer uma reunião com os novos secretários para alinharmos isso, para darmos seguimento ao trabalho que já vem sendo desenvolvido.

Quando perguntado a respeito da sucessão, Eduardo Leite disse "o candidato que o PSDB tem é Ranolfo Vieira Júnior." Ou seja, o senhor assume e concorre a se manter por mais quatro anos?

Ranolfo - Isso também é outra coisa que há muito tempo se conversava, da manutenção desse projeto. Não podemos sequer admitir a possibilidade de retrocesso. O equilíbrio fiscal é fundamental, vou pegar o exemplo da segurança pública. No Avançar temos R$ 180 milhões em investimento, isso é equivalente a 26 anos de investimento na segurança, no turismo é mais de 200 anos se colocar na ponta do lápis. Então, o equilíbrio fiscal é o que dá sustentação à prestação de um melhor serviço à sociedade gaúcha.

Então, não posso admitir e quero seguir esta pauta da necessidade de equilíbrio fiscal. Sou sim, pré-candidato pelo PSDB à sucessão do governo do Estado, embora isso não seja o que me mova nesse momento.

A eleição é do contexto, e vamos trabalhar tentando unir o máximo possível os partidos da nossa base aliada, que foram fundamentais para que a gente conseguisse chegar nesse momento.

Se chegarem à conclusão na composição que o candidato a governador será de outro partido, o senhor aceitaria essa condição de chegar ao seu mandato no fim do ano e se afastar da política por um período?

Ranolfo - Para eu concorrer a outro cargo eu teria que renunciar também, e essa possibilidade não existe. A legislação só permite que eu seja candidato a governador. Sem dúvida nenhuma vamos fazer o diálogo com a base, não vamos chegar com o prato feito "o nosso candidato é o Ranolfo e ponto final", não é assim que se dialoga. Já estamos conversando com os partidos, temos conversas adiantadas com o PSD, com o União Brasil, com o MDB e com o PP, que tem uma candidatura que respeitamos do senador Luis Carlos Heinze.

Claro que, todas as vezes, em um passado recente, em que um governador foi preterido em nome de uma outra candidatura, acabou ela não reelegendo o projeto. Vou dar um exemplo de 1990, o Guazzeli assumiu e o Pedro Simon saiu para ser senador, o Sinval Guazzeli não foi à reeleição, foi o José Fogaça e perdeu aquela eleição, que foi eleito Alceu de Deus Collares, pelo PDT. Então, todas essas questões têm que ser levadas em consideração.

A partir de quinta teremos um governador da região. Nesses nove meses de governo, o que o governador Ranolfo Vieira pretende fazer em relação à RS-010?

Ranolfo - Vamos retomar esse estudo, não vou criar aqui uma expectativa falsa, muito dificilmente em nove meses a gente conclua alguma coisa nesse sentido. Mas é importante ressaltar algo que aconteceu na última sexta-feira, que foi o anúncio de investimento de R$ 500 milhões em rodovias federais do nosso Estado, e este valor, especialmente no eixo Esteio-Novo Hamburgo, no Viaduto da Scharlau, na Ponte do Rio dos Sinos em São Leopoldo, e também no acesso viário de Esteio em frente ao Parque de Exposições Assis Brasil.

Fomos muito criticados em razão desse investimento, mas o Estado tendo condições de fazer isso, na rodovia federal transitam pessoas. Federais, estaduais ou municipais, não existe essa divisão, ela é administrativa.

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