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Vereadores de Novo Hamburgo aprovam moção que defende corte de recursos para obras na 116

Proposta do vereador Enio Brizola (PT) foi aprovada por unanimidade na sessão desta segunda-feira e sugere que dinheiro seja aplicado na área da saúde

Publicado em: 03.05.2022 às 10:38

A Câmara Municipal de Novo Hamburgo aprovou por unanimidade nesta segunda-feira (2) moção de autoria do vereador Enio Brizola (PT) sugerindo que o governo do Estado destine para a área da saúde os R$ 495,1 milhões previstos para investimentos em rodovias federais, incluindo o trecho da BR-116 entre São Leopoldo (Scharlau) e Esteio. A proposta é que os recursos banquem a realização de cirurgias eletivas, tratamentos oncológicos e exames de média e alta complexidade. O projeto está na pauta desta terça-feira da Assembleia Legislativa.

Vereador Enio Brizola (PT) é autor de moção que sugere aos deputados transferir dinheiro de obras em rodovias federais para atendimentos na área da saúde
Vereador Enio Brizola (PT) é autor de moção que sugere aos deputados transferir dinheiro de obras em rodovias federais para atendimentos na área da saúde Foto: Jaime Freitas/CMNH

“Não questionamos a importância dos investimentos necessários em nossas rodovias. No entanto, todos sabemos a fatia de impostos e taxas que vão para o governo federal. Essa realidade faz com que os Estados constantemente busquem, junto à União, os recursos que lhes faltam para cumprirem suas obrigações legais. Assim, causa surpresa que, de uma hora para outra, o governo estadual decida doar quase meio bilhão de reais à União, quando, sabidamente, faltam recursos para a saúde, educação, segurança, socorro às vítimas da seca ou mesmo obras de acessos rodoviários asfaltados em municípios gaúchos”, relata Brizola.

O documento aprovado pelos vereadores e que será encaminhado ao presidente da Assembleia, deputado Valdeci Oliveira (PT), menciona também a situação enfrentada pelos quase mil pacientes com câncer de Novo Hamburgo que agora passam a ser atendidos em Taquara. O Hospital Regina, que prestava o serviço pelo SUS na cidade, pediu descredenciamento.

“Qual a maior prioridade? Reduzir o sofrimento dos milhares de gaúchos que aguardam atendimento na saúde ou subsidiar obras que são de responsabilidade do governo federal? Para essa pergunta não pode haver dúvidas: a saúde e a vida vêm sempre, ou ao menos deveriam vir, em primeiro lugar”, defende o vereador.

 

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