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Notícias | Região ESCASSEZ ATÉ DE SORO

Falta de medicamentos afeta farmácias e hospitais da região

Escassez de remédios para o tratamento de síndromes respiratórias e antibióticos preocupa pacientes que dependem da rede pública

Por Carla Fogaça
Publicado em: 04.06.2022 às 05:00 Última atualização: 04.06.2022 às 13:13

A falta de medicamentos nas unidades de saúde e farmácias municipais e privadas vem preocupando pessoas, principalmente aquelas que dependem de um remédio para o bem-estar da saúde. Ao longo das últimas semanas, remédios para dor, febre, antibióticos e xaropes para tosse estão ficando cada vez mais difíceis de encontrar.

Antibióticos devem ser usados apenas com recomendação médica e no prazo estabelecido
Antibióticos devem ser usados apenas com recomendação médica e no prazo estabelecido Foto: Adobe Stock
Conforme o Conselho Regional de Farmácia do Rio Grande do Sul (CRF/RS) , a falta de medicamentos vem ocorrendo por diversos fatores, desde as dificuldades de logística, como a importação e transporte internacional afetados pela Guerra Rússia x Ucrânia, passando pelas dificuldades de produção da indústria farmacêutica, com a falta de insumos (matéria-prima) que vêm de países como a China e Índia.

Segundo a presidente do CRF/RS Letícia Raupp, outro motivo que leva a essa escassez é a falta de uma política pública que mantenha laboratórios públicos, ou seja indústria farmacêutica pública, em funcionamento e produzindo os medicamentos estratégicos para o País, a exemplo da suspensão das parcerias de Desenvolvimento Produtivo (PDPs) pelo Ministério da Saúde. "A PDP é uma parceria que prevê transferência de tecnologia de um laboratório privado para um público, com o objetivo de fabricar um determinado produto em território nacional", acrescenta.

A gestora de uma farmácia da Rede São João de Novo Hamburgo, Célia Colle, diz que os fabricantes dos remédios costumam se programar por dois anos e como no ano passado a busca por medicamentos para tratar doenças respiratórias foi baixa, não houve um preparo. "Este inverno, aqui na rede, triplicou a procura por Amoxicilina, xaropes para tosse e remédios para resfriados, o que ajuda nesta defasagem", explica.

O CRF/RS admite falta "momentânea" de antibióticos, situação que não tem como prever o momento da normalização do serviço de oferta de medicamentos nas farmácias e hospitais de todo o Brasil. "As instituições e organizações representativas da área da saúde estão cobrando do Ministério da Saúde essas informações e possíveis intervenções do governo federal", afirma Letícia.

De acordo com o Conselho de Secretários Municipais de Saúde do Estado Do Rio Grande do Sul (Cosems/RS, com a falta de pelo menos 43 fármacos, cirurgias eletivas, que foram retomadas após a queda de casos de Covid-19, precisaram ser adiadas.

O aposentado Adelar Dallagol, 66 anos, foi buscar na Farmácia Comunitária de Novo Hamburgo a insulina que precisa aplicar todos os dias e foi informado que a indicada para ele só terá daqui 15 dias. "Eu já fiquei com medo de começar a faltar isso também, pois não posso ficar sem, e agora terei que ir atrás para comprar até chegar às que preciso", diz.

A Secretaria de Saúde de Novo Hamburgo, por meio de nota, informou que há registros de faltas pontuais de medicação na atenção básica e na utilizada no Hospital Municipal, mas a reposição ocorre em um curto período de tempo quando há o insumo disponível no mercado. A falta afeta medicamentos para tratar a dengue e alguns antibióticos.

O presidente da Associação de Municípios do Vale do Sinos (Amvars), Jerri Meneghetti, reforça que, no momento, não é preciso pânico em relação aos remédios controlados. "A falta de medicamentos, por enquanto, não afetou a demanda de fármacos de uso contínuo, como para pressão alta, depressão, diabetes, entre outros."

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