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Notícias | Rio Grande do Sul Economia

PIB gaúcho fecha o primeiro trimestre em retração de 3,3%

Setor coureiro-calçadista teve desempenho negativo de 23,1% em março. Já o setor de de tecidos, vestuário de calçados diminuiu 52,9%

Por Débora Ertel
Publicado em: 10.06.2020 às 13:01 Última atualização: 10.06.2020 às 13:10

Uma economia retraída com expectativas nada animadoras para os próximos meses. Este é o cenário que a equipe da Secretaria Estadual de Planejamento, Orçamento e Gestão (Seplag) traçou nesta quarta-feira (10) ao apresentar os números do Produto Interno Bruto (PIB) do Rio Grande do Sul. No primeiro trimestre de 2020 em comparação com o mesmo período do ano passado foi registrada queda de 3,3%. O balanço é resultado da estiagem que atingiu o Estado, além dos primeiros reflexos da pandemia de coronavírus. O agronegócio foi o setor mais atingido e apresentou retração de 14,9% em relação aos três primeiros meses de 2019.

O Departamento de Economia e Estatística (DEE), vinculado à Seplag, ainda apresentou dados comparativos entre os meses.

O setor coureiro-calçadista, segundo o levantamento, foi um dos mais atingidos, o que teve reflexo negativo no comércio. Enquanto no mês de fevereiro o setor apresentava um crescimento de 7%, no mês de março a queda foi de 23,1%. Conforme a Associação Brasileira das Indústrias de Calçado (Abicalçados), desde o início da pandemia, as fábricas gaúchas já desligaram 10.712 profissionais. O setor de tecidos, vestuário de calçados encolheu 23,5%, comparando o primeiro trimestre de 2019 e o mesmo período deste ano. No mês de março de 2020, o desempenho do setor foi negativo em 52,9%.

Resultados dos PIB do primeiro trimestre de 2020 no Rio Grande do Sul Foto: Reprodução

Segundo o levantamento do DEE, até o acumulado do mês de fevereiro, o Estado apresentava um pequeno crescimento, mas que não se sustentou porque sentiu os efeitos econômicos da pandemia que atingiu o mundo inteiro, incluindo muitos mercados que são clientes do Rio Grande do Sul. Como o setor agropecuário tem historicamente uma recuperação rápida, a indústria e comércio deverão ser os setores mais afetados pela pandemia no segundo semestre.

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