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Notícias | Rio Grande do Sul Nova estação chegando

Verão será marcado por chuvas irregulares, risco de estiagem e menos Nordestão na praia

De acordo com a MetSul Meteorologia, Rio Grande do Sul terá maior risco de formação de ciclones atípicos por causa do tempo mais seco e menor frequência de frentes frias

Publicado em: 18.12.2020 às 15:04 Última atualização: 18.12.2020 às 15:07

Uma nova estação chega nesta segunda-feira (21), quando a primavera dará lugar ao verão. De acordo com a MetSul Meteorologia, entre as principais características da estação em 2021 serão as chuvas irregulares, mesmo que em menor quantidade, e consequente quadro de estiagem e de deficiência hídrica. No Litoral Norte, o Nordestão deve dar uma trégua neste ano, mas há risco de ciclones e temporais com queda de granizo.

Segundo os meteorologistas, a estação tem início sob a influência do fenômeno La Niña, caracterizado pelo resfriamento das águas do Oceano Pacífico Equatorial. O fenômeno persistirá o verão inteiro, mas com tendência de enfraquecimento. A La Niña historicamente agrava o risco de estiagem no Rio Grande do Sul no verão, mas anomalias positivas de temperatura do mar podem ter o efeito de aumentar temporariamente a chuva no Sul do Brasil.

Chuvas irregulares, mas abaixo da média

Neste verão, a chuva tende a ser ainda mais irregular com valores abaixo das médias históricas e déficit de precipitação em muitas áreas. A consequência pode um quadro de estiagem e de deficiência hídrica. Em algumas regiões, no decorrer da nova estação, a estiagem pode atingir níveis de moderada a forte com possibilidade de ser severa em alguns municípios.

Com isso, partes do Estado devem voltar a enfrentar problemas de falta de chuva mais volumosa com perda de produtividade nas safras de verão, diminuição dos níveis dos rios, risco de escassez de água para consumos humano e animal e mais decretos de emergência por seca, além de risco acentuado de incêndios em vegetação queimadas.

 

Temporais passageiros

Em relação à chuva irregular, devem ser esperados episódios pontuais de chuva excessiva, de curta duração, e com características muito localizadas.

Em regra, acompanham temporais passageiros de verão em dias muito quentes e mais úmidos. Segundo a MetSul, regiões Norte, Leste e Nordeste do Estado têm uma maior propensão a estes episódios de chuva volumosa, sobretudo o Litoral Norte que sofre maior influência das correntes de umidade que atuam nesta época do ano no Sudeste do Brasil e nos litorais de Santa Catarina e do Paraná.

O verão é a época em que tradicionalmente ocorrem pancadas localizadas e passageiras de chuva que se dão, em regra, da tarde para a noite em dias de calor e umidade alta. Elas devem ser acompanhadas de temporais, com vento forte e granizo, e podem despejar volumes altos de chuva em curto período com transtornos nas cidades por alagamentos.

Calorão

O tradicional calor se fará presente, de acordo com os meteorologistas. A estação deve ter temperatura acima da média histórica na  maioria das cidades gaúchas com algumas jornadas de calor muito intenso em que as máximas podem superar os 40ºC em partes do Estado.

Como se antecipa um verão com períodos secos e alguns até longos, e uma vez que longos intervalos secos tendem a favorecer extremos de calor, é alta a probabilidade que se registrem fortes ondas de calor neste verão, não se descartando até uma ou outra intensa.

 

Nordestão não vai alugar casa no litoral

Ainda segundo a MetSul, como neste verão é esperada temperatura mais alta do mar na costa com ingresso da Corrente do Brasil favorecido pelo quadro de precipitação deficiente a partir de frentes frias que chegam fracas, os veranistas tendem a enfrentar menos dias com Nordestão e vão desfrutar mais dias com mar claro e quente.

Um verão diferente , um veraneio atípico Foto: Adair Santos/GES-Especial

Por outro lado, com ingresso mais cedo de ar frio, a tendência é de aumento da frequência de vento Nordeste a partir de março.

Risco de ciclones

Neste verão, especialmente entre o fim da estação e o começo do outono, devido ao tempo mais seco e menor frequência de frentes frias, há risco aumentado de formação de ciclones atípicos na costa do Rio Grande do Sul e do Sul do Brasil.

Além disso, em dias de calor muito intenso com marcas entre 35ºC e 40ºC, há risco de tempestades severas com estragos por granizo, chuva excepcionalmente volumosa em curto período, vendavais, tornados e correntes descentes violentas de vento.

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