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Notícias | Rio Grande do Sul Variante indiana

Ministério da Saúde confirma terceiro caso de Delta no RS

Na região, seguem em análise dois casos suspeitos de Sapucaia do Sul e outro de Canoas; além do primeiro caso, o Lacen encaminhará um segundo registro suspeito de Esteio para análise pela Fiocruz

Publicado em: 22.07.2021 às 14:26 Última atualização: 22.07.2021 às 16:29

O Rio Grande do Sul já tem três casos confirmados da variante Delta do novo coronavírus. O mais recente, divulgado nesta quinta-feira (22) pela Secretaria Estadual da Saúde (SES), é de um homem, morador de Nova Bassano, na região de Caxias do Sul, que começou a apresentar sintomas durante viagem ao Rio de Janeiro, no dia 24 de junho.

Ele realizou o exame de RT-PCR de biologia molecular para diagnóstico da doença em 29 de junho e retornou ao Estado no mesmo dia. Conforme a SES, o paciente e os familiares permaneceram em isolamento domiciliar e já foram liberados. Nenhum dos contactantes apresentou sintomas.

O sequenciamento genético completo que comprovou se tratar da cepa indiana foi realizado pelo Laboratório Nacional de Computação Científica (LNCC), no Rio de Janeiro. A confirmação foi feita ao Estado pelo Ministério da Saúde.

Casos em Gramado

Os dois primeiros casos confirmados desta variante no Rio Grande do Sul foram de moradores de Gramado que possuem vínculo. Nenhum dos dois têm histórico de viagem para outro país ou Estado.

Outros cinco casos suspeitos da variante Delta aguardam confirmação pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), no Rio de Janeiro - outro de Gramado, também contactante do primeiro caso confirmado, dois de Sapucaia do Sul, um de Esteio e um de Canoas

Além desses, o Laboratório Central do Estado (Lacen/RS) deve enviar na próxima segunda-feira (26) mais quatro amostras para análise – de moradores de Alvorada, Passo Fundo, Esteio e São José dos Ausentes.

O que já sabemos sobre a Delta

A linhagem Delta (B.1.617.2) teve seu primeiro registro na Índia. A característica mais marcante desta variação, já comprovada cientificamente, é a maior transmissibilidade. Essa linhagem também apresenta uma diminuição da eficácia dos anticorpos produzidos pelas vacinas, sendo que apenas uma dose (nos esquemas que preveem duas) pode ser pouco efetiva contra essa variação.

Quanto à gravidade, ainda não há evidências de que a Delta provoque uma doença mais ou menos agressiva em relação às outras linhagens.

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