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Notícias | Rio Grande do Sul DE PEDAGOGA A ELETRICISTA

Impulsionada por curso gratuito, moradora de Taquara dá virada na carreira

Futura pedagoga deixou a sala de aula para trabalhar como eletricista

Publicado em: 26.12.2021 às 16:59 Última atualização: 27.12.2021 às 18:55

Aos 45 anos, formada em administração e prestes a concluir o curso de pedagogia, Elizabete Ferreira Rodrigues decidiu mudar completamente o rumo da carreira. Mesmo já atuando em sala de aula, ela decidiu participar do programa Escola de Eletricistas, uma formação gratuita promovida pela RGE e voltada apenas para mulheres.

Elizabete Ferreira Rodrigues mudou completamente o rumo da carreira
Elizabete Ferreira Rodrigues mudou completamente o rumo da carreira Foto: Arquivo Pessoal

Moradora de Taquara, ela conta que sempre teve o sonho trabalhar com eletricidade. “Venho de uma família de cinco irmãos, e eles tem construtora e tudo mais. Sempre tive um pé na área mais masculina. E a área que eu mais gostava era a de elétrica", explica. “Era uma vontade minha, sempre tive essa curiosidade, e curiosidade leva ao conhecimento."

Os custos do curso, porém, eram um impeditivo para que ela pudesse seguir adiante. “É um custo bem elevado. Em torno de R$ 11 mil para cada aluno, são cursos caríssimos”, conta Elizabete. 

Durante 90 dias, ela e outras 13 mulheres mergulharam nos estudos, e, ao final, foram contratadas pela concessionária. "Mulher também pode trabalhar em rede energizada, essa é a nossa visão hoje”, defende.

Mãe solo de duas meninas, uma de 13 e outra de 4 anos, a agora eletricista pegou todos de surpresa ao anunciar a mudança de área. “Para minha família foi bem surpresa, porque como venho da parte administrativa e, no último ano, fui para uma sala de aula dar aula e, do nada, mudo radicalmente para a área de eletricidade.”

Necessidade de diversificar

Coordenador de educação corporativa na CPFL Energia/RGE, Leandro Cássio Rodrigues, diz que a oferta do curso exclusivamente para mulheres veio de uma necessidade de diversificar o mercado. “É um setor majoritariamente masculino e, quando voltamos para o público operacional nosso, notamos que temos um número muito maior de homens. Por isso oferecer essa formação específica para mulheres”, justifica.

Rodrigues conta ainda que a procura foi intensa. “Foi uma grata surpresa o número elevado de candidatas”, comemora, lembrando que mais de 800 mulheres manifestaram interesse no curso, que encerrou no fim de novembro.

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