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Notícias | Rio Grande do Sul ABASTECIMENTO

Estiagem prejudica captação de água no Litoral Norte

Para evitar mau cheiro e gosto na água, Corsan de Imbé recorreu ao uso de carvão ativado pela primeira vez na história

Publicado em: 14.01.2022 às 19:30 Última atualização: 14.01.2022 às 19:31

A falta de chuva trouxe um problema adicional ao abastecimento de Tramandaí e Imbé. Com a baixa de água nos pontos de captação, a Corsan precisou mudar o procedimento de tratamento. Este tem sido o motivo de algumas falhas pontuais no abastecimento de acordo com a estatal.

Tratamento com carvão ativado nunca tinha sido utilizado no tratamento da água em Imbé
Tratamento com carvão ativado nunca tinha sido utilizado no tratamento da água em Imbé Foto: Diego da Rosa/GES
O ponto de captação das duas cidades é o mesmo, localizado em Osório e, segundo o gerente da Corsan Imbé, Márcio Rodrigues, o baixo volume trouxe um grande volume de algas, que causa mau cheiro e gosto na água. Em Tramandaí, a análise da Corsan constatou 80 mil algas por milímetro cúbico na água captada. Em Imbé a situação é ainda mais crítica, com 400 mil algas por milímetro cúbico. "Não se tem registro de tantas algas na água captada nos últimos 15 anos", afirma Rodrigues.

Com um volume histórico de algas, a Corsan de Imbé recorreu ao uso de carvão ativado para retirar o cheiro e o gosto da água que chega nas casas. "Foi preciso mudar a forma de tratar, precisamos fazer adaptações e isso causa pequenos desabastecimentos", explica Rodrigues.

A nova forma de tratar a água também trouxe um impacto no caixa da Estatal. O processo de captação custa para a Corsan R$ 6 por milímetro cúbico. Antes, 30% desse gasto era destinado para o tratamento em Imbé, mas atualmente, o gasto com tratamento de água representa 120% do total de custos da Companhia. “A gente está pagando para entregar água”, afirma Rodrigues. 

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