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Notícias | Rio Grande do Sul ELEIÇÕES 2022

Fim da janela partidária e mudanças no governo alteram composição da Assembleia gaúcha

Confira como fica a composição do Legislativo do Rio Grande do Sul a seis meses da eleição

Por Da Redação
Publicado em: 04.04.2022 às 15:11 Última atualização: 04.04.2022 às 15:11

Doze parlamentares trocaram de partido na Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul durante a janela partidária, que foi de 3 de março a 1º de abril. Eles aproveitaram a possibilidade aberta pela reforma eleitoral de 2015 e trocaram de partido sem risco de perder o mandato por infidelidade partidária. Com as migrações, as bancadas do PSC e do Solidariedade foram extintas no parlamento gaúcho, além do DEM e do PSL que se fundiram e formaram o União Brasil.

Assembleia Legislativa lotada na sessão solene de posse do governador Ranolfo Vieira Júnior
Assembleia Legislativa lotada na sessão solene de posse do governador Ranolfo Vieira Júnior Foto: Joel Vargas/AL

Na dança das cadeiras, o Tenente-coronel Zucco, que se elegeu pelo PSL, foi o primeiro a se movimentar. Depois de passar pelo PL, ele ancorou no Republicanos que também recebeu a deputada Franciane Bayer, oriunda do PSB. Com isso, o partido dobrou o número de cadeiras, passando de duas para quatro. Já Rodrigo Maroni deixou o PSC e Neri o Carteiro saiu do Solidariedade para integrarem a bancada tucana, que ficou com seis parlamentares.

O PL, que em 2018 elegeu dois deputados, perdeu Airton Lima para Podemos, mas ganhou mais quatro representantes: Kelly Moraes, que deixou as fileiras do PTB; Capitão Macedo, oriundo do PSL; e Eric Lins e Rodrigo Lorenzoni, eleitos pelo DEM.

Do PTB também saíram Aloísio Classmann e Dirceu Franciscon para as fileiras no União Brasil, junto com o Dr. Thiago Duarte , eleito pelo DEM. E o PP ganhou um novo representante, Vilmar Lourenço, que conquistou o mandato pelo PSL em 2018.

Perdas de mandato e desincompatibilizações

Não foi só a janela partidária que alterou a composição das bancadas na Assembleia Legislativa gaúcha. Neste ano, dois deputados perderam o mandato. Luís Augusto Lara (PTB) teve a perda declarada pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE) em 4 de março. Como o PSOL pediu recontagem dos votos, a vaga acabou sendo ocupada pela deputada Stela Farias (PT). Com isso, o Partido dos Trabalhadores voltou a ter a maior bancada da Casa, como nove cadeiras.

E o deputado Ruy Irigaray (PSL) teve a perda de mandato deliberada pelo plenário do Legislativo dia 22 de março, depois de ter sido alvo de uma subcomissão processante instaurada por determinação da Comissão de Ética da Casa.

Em seu lugar ficou Rodrigo Lorenzoni, que deixou o comando da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico e Turismo de Porto Alegre para assumir como titular no Legislativo estadual. Entre 2019 e 2020 ele já havia atuado como suplente na Assembleia. Lorenzoni saiu do União Brasil e se filiou ao PL.

Saídas de secretários do governo estadual

Outro fator que provocou mudanças na Assembleia foi a necessidade de desincompatibilização de secretários estaduais que pretendem concorrer nas eleições de outubro. De acordo com a lei complementar 64/90, encerrou no último sábado (2) o prazo para que deixassem seus cargos.

Como Silvana Covatti (PP), Juvir Costela (MDB) e Luiz Henrique Viana (PSDB) foram eleitos deputados estaduais antes de comandarem as secretarias estaduais de Agricultura; de Meio Ambiente e Infraestrutura e de Logística e Transportes, respectivamente, eles já voltaram para a Casa.

A exceção ficou com o emedebista Edson Brum, que não retornará à Assembleia Legislativa, pois não irá concorrer nas eleições deste ano. Ele disputa uma indicação para o Tribunal de Contas do Estado (TCE).

As bancadas

Com as trocas de legenda na vigência da janela partidária e a fusão de legendas, o número de bancadas na Assembleia Legislativa passou de 17 para 15. No entanto, não deverá ocorrer modificações na composição das comissões parlamentares.

Segundo superintendente Legislativo, Carlos Chaise, os deputados que trocaram de partido seguem nas comissões onde já atuavam, já que o artigo 53 do Regimento Interno determina que "a alteração do número de integrantes de bancada que importe modificações da proporcionalidade na composição das comissões somente será considerada no início dos trabalhos da primeira e da terceira sessões legislativas de cada legislatura". Nada impede, por outro lado, que as legendas promovam troca de integrantes entre as comissões para garantir a proporcionalidade entre as bancadas.

Como ficam as bancadas na Assembleia Legislativa

PT: Edegar Pretto, Jeferson Fernandes, Fernando Marroni, Luiz Fernando Mainardi, Pepe Vargas, Valdeci Oliveira, Sofia Cavedon, Stela Farias e Zé Nunes

MDB: Tiago Simon, Patrícia Alba, Carlos Búrigo, Beto Fantinel, Gabriel Souza, Gilberto Capoani, Juvir Costella e Vilmar Zanchin

PP: Silvana Covatti, Ernani Polo, Sérgio Turra, Adolfo Brito, Issur Koch, Frederico Antunes e Vilmar Lourenço

PSDB: Zilá Breitenbach, Mateus Wesp, Luiz Henrique Viana, Pedro Pereira, Neri, o Carteiro e Rodrigo Maroni

PL: Capitão Macedo, Eric Lins, Kelly Moraes, Paparico Bacchi e Rodrigo Lorenzoni

PDT: Juliana Brizola, Eduardo Loureiro, Gerson Burmann e Luiz Marenco

Republicanos: Fran Somensi, Franciane Bayer, Sérgio Peres e Tenente-coronel Zucco

União Brasil: Dr. Thiago Duarte, Aloísio Classmann e Dirceu Franciscon

PSB: Elton Weber e Dalciso Oliveira

Novo: Guiseppe Riesgo e Fábio Ostermann

PSOL: Luciana Genro

Podemos: Airton Lima

PTB: Elizandro Sabino

Cidadania: Any Ortiz

PSD: Gaúcho da Geral

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