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Notícias | Rio Grande do Sul ELEIÇÕES 2022

Em Porto Alegre, Lula tenta unir candidaturas de esquerda ao Palácio Piratini

Beto Albuquerque, do mesmo partido de Geraldo Alckmin, não participou de reuniões nem de ato político

Por Eduardo Amaral
Publicado em: 01.06.2022 às 21:53 Última atualização: 01.06.2022 às 22:08

O primeiro dia da passagem de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Geraldo Alckmin (PSB) pelo Rio Grande do Sul desde a oficialização da pré-candidatura, no mês passado, olhou tanto para a disputa pelo Planalto quanto pelo Palácio Piratini. O ex-presidente tenta construir no Rio Grande do Sul uma unificação das pré-candidaturas de esquerda. São três nomes já confirmados pelos partidos, mas que ainda dependem de homologação nas convenções: Edegar Pretto (PT), Beto Albuquerque (PSB) e Pedro Ruas (Psol). E a ideia é repetir aqui a dobradinha nacional PT/PSB. Mas a missão não é fácil.

Lula e Alckmin em ato político na noite de ontem, na capital
Lula e Alckmin em ato político na noite de ontem, na capital Foto: Eduardo Amaral/GES-Especial
Dizendo que as agendas de Lula e Alckmin em Porto Alegre são “do PT para o PT”, Beto Albuquerque não participou nesta quarta-feira (1º) nem das reuniões políticas de Lula com dirigentes partidários no Plaza São Rafael e nem do ato político do início da noite no Pepsi On Stage. Também não há previsão que Beto se reúna nesta quinta-feira com Lula e Alckmin. Eles retornam à tarde para São Paulo.

Ao final do encontro com representantes dos partidos que apoiam a chapa Lula/Alckmin no cenário nacional, Pedro Ruas confirma que, no momento, a aliança de esquerda no Estado esbarra na relação com o PSB. “O partido foi base do governo Sartori e do governo Leite, não é de esquerda”, resumiu. Ruas frisou que o Psol quer ter candidato ao governo no primeiro turno.

A reunião política no Plaza São Rafael no fim da manhã foi o primeiro compromisso de Lula e Alckmin no Estado. O presidente estadual do PSB, Mario Bruck, estava presente. Seu pré-candidato vem dizendo que só dará palanque a Lula se o partido indicar a cabeça de chapa. Beto vem dizendo que, caso contrário, pode apoiar Ciro Gomes (PDT).

No encontro com apoiadores do início da noite na região do Aeroporto Internacional Salgado Filho, o tema voltou a ser mencionado por petistas históricos. O ex-governador Tarso Genro disse que há um “esforço para chamar os partidos para a grande unidade” e que “nosso partido não tem visão fechada de conformação da nossa chapa, vamos sentar e discutir”.

O petista deixou um recado velado a Beto Albuquerque, que foi secretário estadual em sua gestão no Piratini. “Cada partido tem o direito de defender um nome, mas não de sonegar sua capacidade de diálogo.” Além de Tarso, participaram do ato nomes como Dilma Rousseff, Olívio Dutra, Paulo Paim, Luciana Genro, Edegar Pretto e o ex-governador do Paraná Roberto Requião.

Em seu discurso no encontro com apoiadores no Pepsi On Stage, já perto das 21 horas, Lula foi logo ao que disse ser “um apelo aos partidos de esquerda”. E lembrou “as quantas horas” que levou para conquistar apoio de Leonel Brizola para o segundo turno de 1989. “Partido de esquerda sozinho talvez não tenha chance de eleger governador aqui. Juntos temos mais chances. E faço apelo aqui para militantes desses partidos. Por favor, sentem e conversem. Tomem um aperitivo se quiserem, mas tentem encontrar uma solução. Não custa nada sentar e conversar”, pediu Lula, dizendo que não citaria nomes de pré-candidatos.

Entre uma brincadeira e outra sobre Grêmio, Inter, tradicionalismo e novela Pantanal, Lula disse que “a nossa democracia está se esvaindo”. O pré-candidato também falou de economia e preço da gasolina. “Tem 128 empresas comprando gasolina nos Estados Unidos e vendendo pra nós em dólar. O botijão de gás custa mais de 100 reais”, criticou.

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