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Notícias | Rio Grande do Sul PARCERIA COM BUTANTAN

Procuram-se voluntários para estudo clínico da vacina contra dengue

Hospital São Lucas da PUCRS inicia recrutamento de 700 pessoas para pesquisa

Por Fernanda Fauth
Publicado em: 25.06.2022 às 05:00 Última atualização: 25.06.2022 às 20:37

O Hospital São Lucas (HSL) da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUC/RS), em Porto Alegre, está recrutando interessados em participar de estudo clínico de vacina contra a dengue. Ao todo, serão 700 pessoas que integrarão o grupo. A pesquisa é uma parceria com o Instituto Butantan, de São Paulo. Além do HSL, a Universidade Federal de Pelotas também é instituição participante. 

Hospital São Lucas da PUCRS inicia recrutamento de 700 pessoas para pesquisa
Hospital São Lucas da PUCRS inicia recrutamento de 700 pessoas para pesquisa Foto: Hospital São Lucas/Divulgação
O Hospital São Lucas integra a pesquisa desde 2016, quando foi iniciada a terceira fase do estudo clínico. Na época, 500 voluntários participaram e foram acompanhados durante cinco anos pelo centro de pesquisa da capital. Em todo o Brasil, foram mais de 17 mil pessoas. "Uma parte recebe placebo, e outra a vacina. Somente ao final do estudo, após a realização das análises, que os participantes saberão o que receberam", comenta o chefe do Serviço de Infectologia do Hospital São Lucas, Fabiano Ramos, sobre como ocorre o procedimento.

Fabiano Ramos, chefe do Serviço de Infectologia do Hospital São Lucas
Fabiano Ramos, chefe do Serviço de Infectologia do Hospital São Lucas Foto: Divulgação
Uma pausa na pesquisa foi necessária nos últimos anos, devido à pandemia do coronavírus. "A ideia é retomar essa última parte do estudo, em Porto Alegre e em Pelotas, por serem cidades com baixo índice de incidência de dengue", afirma Ramos, que também foi o médico responsável pelos testes da vacina contra a Covid-19 na instituição.

A vacina

O imunizante contra a dengue é tetravalente, ou seja, protegerá contra os quatro tipos da doença e será de dose única. Conforme o infectologista, é feito com o vírus atenuado, ou seja, enfraquecido, induzindo o corpo a produzir anticorpos. "Durante todo o estudo não tivemos reações adversas graves", conta o médico.

Ramos aponta que desenvolver uma vacina de dose única, bastante segura e com uma eficácia alta "traz realmente uma esperança de diminuição da doença e, principalmente, de casos graves como os que tem acontecido com aumento significativo neste ano".

Décadas de estudos

O especialista ressalta que a vacina é um resultado buscado há muitas décadas. "Há mais de 50 anos, pesquisadores tentam desenvolver um imunizante eficaz contra a doença e, até o momento, há somente uma vacina disponível e ela é restrita a quem teve dengue previamente. Isso limita muito sua utilização".

Os números

No primeiro semestre de 2022, o Rio Grande do Sul teve quase o triplo de casos de dengue do que no mesmo período do ano passado, de acordo com a Secretaria Estadual de Saúde. Em abril, o percentual de aumento no País foi de 139% em comparação com 2021.

Tanto em relação aos registros como ao número de mortes, os números de 2022 são os maiores já registrados na série histórica no Estado. O número de vítimas fatais chegou a 59 nesta semana. Ano passado, encerrou com 10 mil casos e 11 óbitos, enquanto em 2020 foram 3 mil casos e três óbitos. Antes desses, os únicos anos com óbitos por dengue no Estado foram em 2015 e 2016, com duas e uma morte respectivamente.

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