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Notícias | São Leopoldo Descarte Irregular

Da Vicentina à Feitoria, o lixo toma conta

Moradores da Avenida João Corrêa e da Rua Otto Daudt reclamam do descarte de resíduos na rua

Por Jean Peixoto
Última atualização: 18.02.2020 às 07:43

Moradores reclamam do lixo depositado no trecho que percorre cerca de 1 km da Avenida João Corrêa, nas imediações da casa de bombas, no bairro Vicentina, em São Leopoldo. Foto: fotos Jean Peixoto/GES-especial
No horizonte da pista central da Avenida João Corrêa, a auxiliar de limpeza Carina Duarte surge pedalando com o filho na carona. Do seu lado esquerdo, o Arroio João Corrêa sobrevive com um fio de água que restou da estiagem. Do lado direito, uma fileira com aproximadamente um quilômetro de lixo se acumula sobre a calçada. Moradora do bairro Vicentina desde que nasceu, Carina comenta que muitas pessoas descartam lixo naquele trecho, localizado próximo à casa de bombas do Serviço Municipal de Água e Esgotos (Semae). "A Prefeitura já limpou muitas vezes, mas não adianta. Sempre vemos pessoas descartando lixo ali. Alguns põem fogo", comenta.

Restos de poda, resíduos de construção, garrafas de vidro, móveis abandonados, fraldas descartáveis e até animais mortos. Todo tipo de resíduo é depositado na via pública naquele ponto. O coletador de materiais recicláveis Ronaldo Farias, 58 anos, mora no bairro Rio Branco, mas circula por diversas regiões de São Leopoldo. Segundo ele, o problema vem se intensificando nos últimos anos. "Trabalho com coleta de materiais há 10 anos, mas nos últimos 4 anos, a quantidade de lixo naquele local aumentou muito", ressalta. Conforme a Diretoria de Limpeza Pública de São Leopoldo, em 2019 foram aplicadas cerca de 300 notificações e efetivadas 150 autuações por descarte irregular de resíduos.

Descarte comercial é o principal fator

Conforme o diretor de Limpeza Pública do Município, Gilmar Francisco Zwetsch, 90% dos resíduos descartados no entorno da casa de bombas são comerciais. "Geralmente são garrafas de vidro e restos de alimentos. Já notificamos três ou quatro estabelecimentos comerciais, entre restaurantes e supermercados, que contratam pessoas para descartarem lixo ali." A última limpeza foi realizada em dezembro. O diretor estipula o prazo de uma semana para limpeza do local.

Na Feitoria, a mesma história se repete

Moradora do bairro Feitoria há 15 anos, a vendedora Bárbara Michele Mello de Brito, 38 anos, desde setembro de 2019 vem pedindo para a Prefeitura recolher o lixo depositado na frente de sua casa, na Rua Otto Daudt. Mas até agora, nada foi feito. "Já registrei três protocolos. Meu marido foi pessoalmente, mas não adiantou", comenta.

18 mil

litros de resíduos foram detectados em duas fiscalizações no Município em 2020.

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