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Notícias | São Leopoldo Movimento contra o ódio

A arte do grafite pela igualdade e liberdade contra ação de racismo e homofobia

Prédio da Associação de Moradores da Vila Antônio Leite, na Campina, foi pichado com ofensas e suásticas

Por Jean Peixoto
Última atualização: 05.07.2020 às 03:00

Mutirão para cobrir de símbolos nazistas e frase pichadas na fachada de associação Foto: Jean Peixoto/GES-Especial
Frases homofóbicas e racistas ao lado de três suásticas foram pichadas na madrugada de sexta-feira na fachada e na porta da associação, no bairro Campina, em São Leopoldo. Quem percebeu as pichações foi a presidente, Sara Gonçalves, 51 anos - a Sarita, como é conhecida na comunidade - que mora em frente à associação. Mulher transexual, Sarita se sentiu diretamente atacada pelas inscrições e registrou um boletim de ocorrências on-line. Muros e paredes de residências vizinhas à associação também foram pichados com suásticas e com as palavras "apocalipse" e "nova ordem mundial."

Quando foi comunicado sobre a pichação de símbolos nazistas e ofensas racistas e homofóbicas estampadas nas paredes da Associação, o grafiteiro e artista visual Mateus Xamã tomou uma decisão. "Na mesma hora eu decidi vir aqui para cobrir. Isso é muito grave. Mesmo que tenha sido feito por adolescentes que não percebam o peso desse símbolo, decidi convocar outros grafiteiros para cobrirmos isso com arte e dar um exemplo positivo", explica. Ainda pela manhã de sábado, Mateus Xamã convocou outros grafiteiros para ajudá-lo na pintura das paredes e pediu ajuda da comunidade para obter as tintas. "Em pouco tempo, conseguimos doações de tintas para iniciarmos a pintura."

Nova mobilização nesta semana

Símbolos nazistas foram pichados na fachada da Associação de Moradores da Vila Antônio Leite, no bairro Campina, em São Leopoldo Foto: Reprodução Facebook

A Secretaria Municipal de Direitos Humanos, de São Leopoldo, lamenta veemente as manifestações de cunho racista e homofóbico que envergonham e indignam, enfatizando que a postura é de combate ao preconceito de qualquer origem. Durante o sábado, os voluntários Cida Rafael, 30 anos, e Carlos Roberto, 28 anos, ajudaram a dar novas cores e traços nas paredes do prédio. Xamã ressalta que as cores variadas utilizadas para cobrir as pichações representam a diversidade e adianta que, na semana, pretende estampar rostos que representem o tema.

 

 

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