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Notícias | São Leopoldo Gastronomia

Restaurantes aguardam pela liberação do autosserviço no bufê para recuperar clientes

Em alguns estabelecimentos da região, o cliente está liberado para se servir no bufê. Em São Leopoldo, proprietários ainda esperam liberação oficial para oferecer o serviço

Por Priscila Carvalho
Publicado em: 16.09.2020 às 08:29 Última atualização: 16.09.2020 às 08:39

Restaurante na Feitoria optou por não oferecer bufê até a liberação do autosserviço Foto: Diego da Rosa/;GES/Diego da Rosa/GES
A cada semana, a espera dos setores econômicos - especialmente, os mais atingidos pelas restrições da pandemia -, é por novos decretos e, talvez, mais flexibilizações para algumas áreas que tiveram grandes perdas desde março. Em São Leopoldo, um desses segmentos é o gastronômico. Hoje, para poder atender, os restaurantes e lancherias estão cumprindo uma série de medidas, entre elas, a de que o cliente não pode se servir no bufê, tendo que reservar um funcionário para atender caso a modalidade seja oferecida.

A liberação do autosserviço em bufês, ou seja, permitir que o próprio cliente se sirva nos restaurantes, desde que seguindo regras preestabelecidas - como o uso de luva descartável e a instalação de protetor salivar -, ainda não tem previsão para acontecer, mas vem gerando comentários na região. "É uma reivindicação antiga. Já sugerimos essa flexibilização para o Estado bem no início. Mas, como não houve alteração, continuamos seguindo o protocolo inicial, que diz que um funcionário do local deve servir os pratos", explica a presidente da Associação dos Municípios do Vale do Rio dos Sinos (Amvars) e prefeita de Dois Irmãos, Tânia Terezinha da Silva.

Região

Em São Leopoldo, a reportagem circulou por alguns restaurantes e todos estavam cumprindo o decreto estadual e municipal, que segue os protocolos da Amvars. Mas, a principal reclamação é que, em outras cidades da região, há estabelecimentos oferecendo a opção de o cliente se servir no bufê. A presidente da Amvars argumenta que as prefeituras 'não têm pernas para fiscalizar tudo'. "Por mais que a gente tenha fiscais nas ruas, não temos olhos suficientes. Tentamos fazer o máximo possível, dentro do que podemos. Mas fica bem difícil essa questão da fiscalização", afirma, ressaltando que os decretos municipais seguem alinhados com a determinação estadual.

Movimento

Enquanto isso, quem está cumprindo à risca as restrições lamenta que ainda não possa permitir o autosserviço nos bufês. Proprietária de dois estabelecimentos, entre eles uma churrascaria à beira da BR-116, Adriana Mello Cagliari disse que aguarda a liberação e lembra que outros estabelecimentos estão permitindo, podendo prejudicar os que cumprem as medidas. Além disso, ela relata a queda no movimento. "Tem gente que não vem por causa disso. Os clientes não gostam de serem atendidos assim (com garçom servindo no bufê)", analisa, opinando que, seguindo as orientações sanitárias, a liberação não deve aumentar a contaminação do coronavírus.

Queda de 80%

Proprietário de outros dois estabelecimentos na cidade, Vardilei Moura conta que ainda espera para abrir um deles, enquanto no outro, no bairro Feitoria, serve apenas no modo à la carte. Sem a opção do bufê, o movimento no local caiu cerca de 80%. "Está muito difícil, mas a gente só vai abrir o bufê no momento que a gente puder permitir que o cliente venha, coloque uma luvinha descartável e se sirva", sublinha, reiterando que há lugares na região que já fazem isso e tem dado bons resultados. "Funciona e o movimento é o dobro. Deixar uma pessoa para servir no bufê, o cliente não gosta", enfatiza.

Liberação pode garantir continuidade

Antes, com bufê, um dos restaurantes de Moura servia uma média de 180 a 200 almoços por dia. Agora esse número caiu para cerca de 20, fora os pedidos do formato take away. Sem poder abrir o outro local, na Avenida Imperatriz, que trabalha com rodízio e bufê de sushi, o proprietário está apreensivo sobre o futuro. "O nosso diferencial era o bufê. A gente não sabe se vai conseguir segurar até o final do ano", coloca Moura, lembrando que a liberação do autosserviço no bufê pode determinar a continuidade ou não dos estabelecimentos.

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