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Notícias | São Leopoldo Homenagem

Fé e devoção: dezenas participam de carreata para Nossa Senhora Aparecida em São Leopoldo

No dia da padroeira do Brasil, ato tradicional organizado por paróquia do bairro Santa Tereza reuniu fiéis em veículos

Por Priscila Carvalho
Publicado em: 12.10.2020 às 17:25 Última atualização: 12.10.2020 às 17:39

Carreata é organizada pela Paróquia Nossa Senhora Aparecida, do bairro Santa Tereza, em São Leopoldo Foto: Priscila Carvalho/GES-Especial
Dentro do seu veículo, de máscara e segurando uma bandeira com a imagem de Nossa Senhora Aparecida, a industriária Elaine Martins, 47 anos, homenageava, mais uma vez, a padroeira do Brasil no seu dia. “Eu e meu esposo somos consagrados em Nossa Senhora Aparecida. Espero o ano todo por esse dia. A coisa mais importante para mim é estar aqui, com ela”, disse a devota, enquanto participava de mais uma carreata realizada pela Paróquia Nossa Senhora Aparecida, da Vila Kennedy, no bairro Santa Tereza, em São Leopoldo. O ato aconteceu na manhã desta segunda-feira (12), dia da padroeira, reunindo dezenas de veículos em uma manifestação de fé e devoção que ocorre todos os anos na comunidade e região.

Tradicionalmente, a Paróquia realiza uma festa com carreata, missa, almoço no salão do local e reunião dançante à tarde. Mas, as restrições impostas para evitar o contágio por coronavírus mudaram um pouco os planos da celebração deste ano. Pároco da igreja, o padre Cláudio Vicente Immig explica que a organização decidiu por realizar um almoço no estilo pague e leve, ainda no sábado (10), em que os interessados compravam o cartão e podiam ir ao ginásio, pegar a sua refeição para levar pra casa. No total, 382 cartões foram vendidos neste estilo. “Foi um número bom para a nossa comunidade, tendo em vista toda a situação da pandemia”, avaliou. “Fizemos também nove dias de novena, de preparação, em que cada novena, a cada dia, um padre diferente vinha para fazer. Inclusive, o bispo (Dom Zeno, da Diocese de Novo Hamburgo) veio celebrar conosco”, acrescentou o padre Vicente.

Perspectiva

Carreata passou em frente a capelas de outras paróquias da comunidade Foto: Priscila Carvalho/GES-Especial
Com carros enfeitados com balões, bandeiras e faixas, a carreata percorreu as comunidades vizinhas, passando em frente às igrejas de Santo Antônio, Santa Rita de Cássia e São José da Anchieta, e voltando ao seu início para missa na Paróquia Nossa Senhora Aparecida.

O pároco lembrou que a realização da carreata foi um pedido da comunidade, acolhido pela organização, que achou, por bem, fazer. Mas, quando projetada, ainda não sabiam quantas pessoas poderiam participar da missa. Por isso, caixas de som foram colocadas na área externa da igreja para que, quem quisesse, pudesse prestigiar a celebração do lado de fora ou até sem sair do seu veículo. “A gente foi organizando ela sem ter muita perspectiva, mas confiando, firme na fé”, colocou padre Vicente. “Queremos fazer o nosso percurso, levando a mãe Aparecida, para que ela abençoe, para que ela interceda por todos as comunidades, por todas as pessoas nesse tempo de pandemia também”, disse o padre, aos fiéis que acompanhavam o início do trajeto.

À espera dela

Para agradecer e também pedir proteção em tempos de pandemia, a aposentada Lurdes Schuh, 77, esperou a carreata passar em frente a capela de Santo Antônio. “Sempre participo e vou na missa. Nos outros anos, já fizemos procissão a pé também, mas neste ano não deu”, contou, lembrando as restrições por conta da pandemia do novo coronavírus.

Morando quase em frente a igreja da paróquia São José de Anchieta, no bairro Duque de Caxias, e com um terço na mão, a técnica de enfermagem aposentada, Marlene Gomes, também acompanhava a passagem da carreata. Ela comenta que há muitos anos participa do ato e que ela e o marido, falecido há quase 1 ano, eram atuantes na igreja da comunidade. “Não tenho como ir de carro, então ficamos aqui até ela (carreata) passar.”

Padre Vicente abençoou os veículos participantes com água benta ao final da carreata Foto: Priscila Carvalho/GES-Especial

Agradecer e pedir proteção

Com anos de trabalho na área da saúde, além de agradecer, Marlene também pedia a Nossa Senhora Aparecida por proteção em tempos de pandemia. “Nos agarramos na fé também. Rezo muito, porque isso é uma coisa nova, não tínhamos enfrentado nada assim”, comentou, fazendo um pedido para a população. “Que se cuidem. A pandemia ainda está, não acabou. Precisamos manter os cuidados.”

Pela região, outras paróquias que levam o nome de Nossa Senhora Aparecida também realizaram homenagens, mas com mudanças. No bairro Scharlau, a tradicional procissão não foi realizada, mas houve missa na manhã desta segunda. Em Sapucaia do Sul e Esteio, as homenagens tiveram missas, seguidas de carreata e almoço para levar pra casa.

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