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Notícias | São Leopoldo SOLIDARIEDADE

Projeto leva especialidades de saúde para comunidades carentes de São Leopoldo

Atendimentos gratuitos com profissionais são oferecidos na ação, que também doa óculos a quem precisa

Por Priscila Carvalho
Publicado em: 18.10.2021 às 03:00 Última atualização: 18.10.2021 às 16:21

Os primeiros resultados de um projeto voltado a proporcionar, de maneira mais ágil, consultas de especialidades médicas a comunidades mais vulneráveis já começam a ser observados em São Leopoldo. É o Fisioterapia Popular e Comunitária, que para além do que o nome sugere, leva diversos profissionais da área da saúde para localidades mais distantes e carentes, a fim de oferecer serviços que nem sempre são disponibilizados facilmente à população.

O projeto vem sendo promovido pelo gabinete do vereador Tiago Silveira, que é fisioterapeuta de profissão e sentiu a necessidade de atender a demanda de pessoas que precisavam da especialidade, mas não conseguiam acessá-la com facilidade. "Lancei o projeto e, nisso, meus amigos e colegas médicos também entenderam essa necessidade de fazer um trabalho voluntário e se uniram a ele", relatou.

Mutirão

Na ação, em dia programado, moradores das comunidades podem passar por profissionais de clínica geral, gerontologia, fisioterapia, massoterapia, serviço social, enfermagem, educação em saúde, nutrição e optometria, em uma espécie de mutirão. "O projeto se destina a isso: em único dia, a pessoa poder passar por todas as especialidades da saúde que o compõem", destaca Silveira. Conforme a necessidade identificada para o paciente, então, ele é encaminhado para exames e consultas mais detalhados.

A comunidade carente da Madezatti, no bairro Feitoria, foi a primeira a receber a ação ainda em setembro. Por ela, 80 atendimentos foram feitos e vários encaminhamentos direcionados, como o da necessidade do uso de óculos. Após avaliação, consulta com especialista e prescrição médica, foram identificados três moradores com problemas de visão, precisando usar óculos. Na última sexta-feira (15), em continuidade à ação, uma atividade especial foi realizada, com doação de roupas e calçados e entrega de lanches. Nela, os três moradores que precisavam, ganharam, de forma gratuita, o produto, através da Ótica Shalon, parceira do projeto.

Doação de óculos é uma das ações

Proprietário da ótica, Valdir Ricardo de Almeida participou da entrega oficial dos produtos. Ele explicou que, no dia do mutirão, é feita uma avaliação da visão do interessado, para identificar se o problema é de ordem patológica ou refrativa, que tem correção pelo uso de óculos. Se encaixando no último caso, o paciente é encaminhado para consulta e depois da prescrição médica, o óculos é doado pela loja de Almeida. "Estou muito feliz em participar, pode somar nesse projeto. Iniciamos devagar, é pouco, mas são três pessoas que terão uma qualidade de vida um pouquinho melhor", disse.

"A ideia não é dar óculos para todo mundo. É mais uma questão de conscientização e orientação, do que propriamente de solucionar o problema. Mas é uma triagem visual, onde a gente orienta os melhores caminhos e quando é uma questão de refração, a gente resolve", lembra, ressaltando que um óculos multifocal, como dois dos que foram entregues na Madezatti, custa, em média, R$ 600, investimento inviável para muitos.

Valdir Almeida (E) doou os óculos para Reinaldo, Jacilene e Laurindo na sexta-feira
Valdir Almeida (E) doou os óculos para Reinaldo, Jacilene e Laurindo na sexta-feira Foto: Inezio Machado/GES

Para quem nãopode pagar

Aposentado, Laurindo Coimbra, 74 anos, foi um dos beneficiados nessa primeira ação do projeto e recebeu um óculos novo na sexta. Ele contou que precisa de óculos há 12 anos, mas o que ele usava já não estava adequado a sua necessidade. "Eu já sabia que precisava, mas não tinha como comprar outro", confessa.

Além dele, Jacilene Barbosa Gomes, 42, e Reinaldo Romer, 31, também receberam os itens de forma gratuita pelo projeto. "Quando eu botei os olhos no aparelho, é que percebi o grau de dificuldade que eu tinha", conta Romer, comentando que não sabia que precisava de óculos até fazer a avaliação promovida pelo projeto. Autônomo, ele também reconhece que não poderia pagar para fazer um óculos. "Neste momento, não teria como. Agora que as atividades estão voltando mesmo", justificou, agradecido por receber o item.

Laurindo foi um dos contemplados com um óculos pela Ótica Shalon, parceira do projeto
Laurindo foi um dos contemplados com um óculos pela Ótica Shalon, parceira do projeto Foto: Inezio Machado/GES

Mais parceiros

Conforme o vereador Tiago Silveira, o projeto continua e ganhará novos parceiros nas próximas ações, como pediatria, ginecologia, terapia ocupacional e estética, com a disponibilização de cortes de cabelo aos participantes. Nas comunidades já atendidas, também haverá um retorno programado a fim de realizar um acompanhamento dos casos. Os atendimentos de fisioterapia seguem por 30 dias na comunidade, caso se identifique a necessidade do atendimento.

No próximo sábado, dia 23, os atendimentos gratuitos da ação serão realizados na comunidade da Barreira, do bairro Fazenda São Borja.

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