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Notícias | São Leopoldo SÃO LEOPOLDO

Terreno da Casa do Imigrante é invadido pela 4ª vez em quatro meses e cerca é furtada

Museu Histórico Visconde, responsável pelo local, estima que ataques causaram prejuízo próximo de R$ 20 mil

Por Priscila Carvalho
Publicado em: 08.11.2021 às 18:57

Pela quarta vez nos últimos quatro meses, o perímetro onde está localizada a Casa do Imigrante – local histórico que recebeu os primeiros imigrantes alemães que chegaram a São Leopoldo, em 1824 – foi invadido e materiais furtados da área. A última ação aconteceu na madrugada de domingo para esta segunda-feira (8). Desta vez, a cerca do lado Sul do terreno, que fica na Avenida Feitoria, no bairro de mesmo nome, foi levada pelos criminosos.

Na madrugada de domingo para esta segunda (8), cerca do lado Sul do terreno foi furtada
Na madrugada de domingo para esta segunda (8), cerca do lado Sul do terreno foi furtada Foto: Divulgação

Conforme o presidente do Museu Histórico Visconde de São Leopoldo (MHVSL), Cássio Tagliari, a primeira ação ocorreu em agosto, quando 42 metros de cerca nova, entre a área da Casa do Imigrante e o terreno à direita, foram levados. No início de outubro, 3 holofotes e fiação elétrica foram furtados. Na semana passada, também na madrugada de domingo para segunda-feira (1º), foi a vez da cerca adicional do lado Leste, que ficava em volta da Casa apenas. E, agora, o episódio de ontem.

“Somando o de semana passada para essa, foram uns 30 metros de cerca levados. Isso após termos investido um bom recurso iluminando e cercando todo o perímetro”, lembrou Tagliari, citando também a contratação de empresa de segurança privada, que atua realizando rondas diárias no ponto, em horários diferentes, apenas como forma de inibir os ataques.

R$ 20 mil de prejuízo

Juntando as quatro invasões ao local, Tagliari estima que o prejuízo já chegue próximo dos R$ 20 mil. “Tínhamos investido R$ 30 mil no início do ano, deixando zeradas as cercas e iluminando tudo. Por mês, estamos pagando R$ 550 só de conta de luz lá, já que temos mais de 1.500W de holofotes, justamente para coibir roubos. E pagamos a segurança privada mensalmente também para fazer rondas lá dentro. Eles entram sempre e circulam por todo o perímetro, por isso que conseguem identificar logo que ocorre o evento e nos avisar”, ponderou o presidente.

Ideia é construir muro

A ideia agora é tentar uma nova forma de conter a ação dos criminosos. “Estamos juntando dinheiro para a construção de um muro na divisa com o terreno, já que a cerca nova, de 2,5 metros de altura, foi completamente roubada”, contou, mencionando tratativas com o proprietário do terreno para tentar dividir os custos de construção do muro.

Tagliari também avalia que seria fundamental o apoio da Guarda Civil Municipal (GCM) com ações intensificadas no ponto, especialmente na saída para as avenidas Feitoria e Imperatriz.

Questionada, a Secretaria Municipal de Segurança Pública e Defesa Comunitária (Semusp) foi procurada pela reportagem, mas até o fechamento da matéria não havia dado retorno sobre a situação.

 

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