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Notícias | São Leopoldo POLÍCIA

Professor do Instituto Pedrinho é investigado por suspeita de importunação sexual a alunas

Educador é acusado de exibir partes íntimas para adolescentes na escola. Instituto afastou o docente, que nega as acusações

Publicado em: 25.11.2021 às 19:28

Um professor de 52 anos, que leciona no Instituto Estadual de Educação Pedro Schneider, o Pedrinho, foi preso em flagrante, na tarde desta quarta-feira (24), por importunação sexual que teria sido cometido contra alunas dentro da escola, que fica no Centro de São Leopoldo.

Instituto Pedro Schneider teria sido o local do suposto crime
Instituto Pedro Schneider teria sido o local do suposto crime Foto: Diego da Rosa/GES-Arquivo
De acordo com estudantes e familiares, na terça-feira, o professor teria mostrado suas partes íntimas a uma aluna enquanto ela estava no bebedouro da escola. Outra estudante, de 17 anos, relatou à reportagem do Jornal VS que o educador teria passado a mão em suas nádegas, na manhã de quarta, no horário de entrada da escola.

Após o fato, um tumulto teria começado na instituição e o professor teria sido liberado. Depois de ter sido chamada para averiguação na Estação São Leopoldo do trensurb, a Brigada Militar foi avisada de que o professor estava sendo acusado pelos fatos e deteve o educador. Ele foi levado para a Delegacia de Polícia de Pronto Atendimento (DPPA), onde estudantes e familiares registraram um Boletim de Ocorrência.

Alunas relatam assédio

Conforme informações da escola, o professor leciona disciplinas como História e Ensino Religioso para turmas do 6º ano do Ensino Fundamental ao 3º do Ensino Médio, totalizando cerca de 300 alunos, de manhã e à tarde, na instituição.

"Esse tipo de coisa vem acontecendo há bastante tempo. Ele tenta se esfregar na gente, quando passamos por ele, ele fica mexendo nas partes íntimas, lança olhares maldosos", afirmou uma das vítimas, à reportagem.

"Ele fica olhando pra mim e pras minhas amigas com olhares maldosos, maliciosos, que não gostamos", contou outra aluna da escola, de 16 anos. Segundo as estudantes, alguns professores e a direção da escola já tinha sido informada sobre os fatos.

O Jornal VS não divulga o nome dos envolvidos em respeito ao Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).

Escola afastou professor

Vice-diretor do instituto, Vinícius Vilella disse que a direção da escola só ficou sabendo do fato, por colegas das vítimas, por volta do meio-dia desta quarta. "Logo em seguida, eu me dirigi à delegacia para me juntar às alunas e seus responsáveis, ficando lá até o final dos depoimentos", ponderou.

"Infelizmente, se espalhou uma notícia falsa de que a direção já sabia do ocorrido há alguns dias e não teria tomado providências", destacou.

Ainda na noite de quarta-feira, o instituto lançou uma nota de esclarecimento em suas redes sociais, em que afirma que o "incidente ocorrido" foi apurado e as partes envolvidas foram ouvidas e orientadas a procurarem as autoridades policiais. "O professor envolvido foi afastado das atividades escolares e a 2ª Coordenadoria Regional de Educação (2ª CRE) decidirá sobre o futuro profissional do docente", informou a nota. "Este instituto repudia qualquer atitude de assédio ou discriminação", finalizou o texto.

Deam investigará o caso

Depois de registrada na DPPA, a ocorrência foi enviada para a Delegacia Especializada de Atendimento da Mulher (Deam) de São Leopoldo, por se tratar de crime sexual.

A titular da Deam, delegada Michele Arigony, confirmou que o motivo da prisão em flagrante foi o crime de importunação sexual. Na tarde desta quinta-feira (25), segundo ela, o acusado foi liberado por decisão do judiciário. Ele responderá em liberdade e a Deam deve investigar o caso por até 30 dias.

Professor nega as acusações das estudantes

Em posicionamento enviado à reportagem pelos advogados Renan Jung e Humberto Reis, o professor diz que "são totalmente mentirosas as alegações de importunação sexual" por parte das alunas.

O texto também afirma que o docente "vem sofrendo com uma perseguição política-ideológica por não compartilhar do mesmo ponto de vista de alguns colegas docentes, assim como de alunos", e que mães de estudantes indicaram possuir vídeos do ocorrido, mas "até o momento não levaram uma só prova ao inquérito, tanto que o professor foi imediatamente solto por decisão judicial, justamente pela inexistência de provas".

Leia a nota enviada pelos advogados do professor, na íntegra:

"A defesa do professor informa que são totalmente mentirosas as alegações de importunação sexual por parte dessas alunas, para as quais o professor nunca deu aula. O professor acusado exerce a profissão de docente há dez anos, e não possui qualquer registro de antecedentes, tampouco queixas semelhantes. Em verdade, há muito o professor acusado vem sofrendo com uma perseguição política-ideológica por não compartilhar do mesmo ponto de vista de alguns colegas docentes, assim como de alunos. Ora, é absurdo acusar um profissional da educação de supostamente praticar atos libidinosos em plena sala de aula enquanto lecionava, diante de toda a turma, e só uma testemunha ter visto cena tão impactante. Além disso, na ocasião da denúncia as mães das alunas indicaram possuir vídeos do ocorrido, mas até o momento não levaram uma só prova ao inquérito, tanto que o Professor foi imediatamente solto por decisão judicial, justamente pela inexistência de provas e pela total contradição, incoerência e fragilidade dos relatos prestados pelas sedizentes vítimas. E agora? Onde estão tais vídeos, que seriam a prova definitiva dos fatos? Com o reconhecimento de sua inocência, o professor irá buscar indenização em face daqueles que lhe impuseram acusações tão graves e caluniosas."

Respondendo o texto do educador, a escola divulgou nova nota afirmando "que o professor nunca foi desrespeitado ou algo do gênero tanto por colegas ou Direção, e que esse momento não é de troca de acusações e sim de acolhimento e atenção às nossas alunas."

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