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Notícias | São Leopoldo 45º ANIVERSÁRIO

Projetos de arte tomam conta do Museu do Trem em São Leopoldo

Programação envolve abertura de exposições e apresentações de duas residências artísticas

Por Alecs Dall'Olmo
Publicado em: 25.11.2021 às 03:00 Última atualização: 25.11.2021 às 10:05

A programação do 45º aniversário do Museu do Trem, que se iniciou na última segunda-feira, com uma sessão solene na Câmara de Vereadores e também contou com ações do projeto Roda de Memória, segue até o final de semana com muitas ações. E nesta quinta-feira, dia 25, a agenda será com foco intenso na área cultural. Hoje, a partir das 18 horas, acontece a abertura de exposições e apresentações de duas residências de arte. São elas: 1ª Residência Híbrida com Lurdi Blauth; e 2ª Residência Artística com Rogério Severo.

Horário especial e atividades abertas previstas na estrutura do espaço histórico
Horário especial e atividades abertas previstas na estrutura do espaço histórico Foto: Diego da Rosa/GES

Na programação da noite ainda a abertura da exposição de fotografia Palcos Capilé, com registros de Giovani Paim; e exposição de Cândido Silveira, organizada junto ao Departamento de Promoção de Igualdade Racial. Tudo acontecendo na área histórica da estação e também dentro dos vagões no Museu do Trem. Ações totalmente presenciais e abertas para a comunidade. Também está prevista a performance do projeto O Passar em Branco - Poemas Urbanos, da bailarina Daggi Dorneles.

Documentário

Para completar, amanhã, dia 26, também às 18 horas, acontece o lançamento do documentário de 45 anos do Museu do Trem, com a direção de Luís Vieira e Alice Bemvenuti, que é museóloga e diretora do Museu do Trem. O lançamento ocorre na área do armazém histórico do Museu do Trem. O documentário tem como proposta mostrar a situação do museu durante a pandemia da Covid-19 através da construção de uma programação virtual.

O Museu do Trem, que ocupa o prédio da Estação Ferroviária inaugurada 1874, foi fundado em 26 de novembro de 1976. O local é responsável pela preservação e cuidado da primeira estação ferroviária construída no Estado e possui em suas dependências a salvaguarda de parte do acervo da extinta Viação Férrea do Rio Grande do Sul (VFRGS), da Rede Ferroviária Federal Sociedade Anônima (RFFSA).

O Museu do Trem fica na Rua Lindolfo Collor, 40, Centro, em São Leopoldo. A estrutura integra o Sítio Histórico, na Praça MacGinity. A visitação no museu pode ser feita de terça a sexta-feira, das 9 às 17 horas, e aos sábados das 10 às 17 horas. Mas na semana festiva, o espaço segue aberto até as 20 horas.

Primeira estação do trem de ferro do Estado do RS

"São Leopoldo já se mostra um polo de gente trabalhadora desde os primórdios, tanto pelos os povos originários, quanto os diferentes grupos étnicos que foram se estabelecendo. A estação é o local de acesso ao mundo externo, com a entrada de mercadorias, pessoas e informação, assim como por ser um facilitador na distribuição, no escoamento e na comercialização de produtos para fora do povoado", destaca Alice sobre a importância da inauguração da estação, que hoje abriga o Museu, em São Leopoldo.

"A chegada da ferrovia em um território é a mudança de uma paisagem. Junto com a ferrovia, a cidade cresce, são fortalecidos os estabelecimentos comerciais e a indústria, a configuração do espaço urbano é alterada, pois a ferrovia alarga os limites da cidade pelo acesso com o mundo externo. Então, pensar que em 1874, nesse mesmo local que se encontra o Museu do Trem, foi inaugurada a primeira estação do trem de ferro do Rio Grande do Sul, é entender que nossa cidade tem um marco referencial da modernidade" avalia.

Deslocamento pela história ferroviária

Na sexta-feira, entre as ações planejadas, acontece o lançamento da exposição 45 Anos do Museu do Trem, a partir das 18 horas. Trata-se de uma mostra, que proporciona um deslocamento pela história, envolvendo peças tridimensionais do acervo, toda a parte bibliográfica, além de vasto material a partir de documentos e imagens. Com organização da Secretaria Municipal de Cultura e Relações Internacionais (Secult), com apoio do próprio Museu, as atividades do aniversário estão integradas à programação do Novembro Negro.

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