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Notícias | São Leopoldo ENTREVISTA

Acist São Leopoldo celebra seus 102 anos projetando os desafios

Combater a informalidade e apoiar a modernização de processos estão entre as metas

Por Adriana Tauchert
Publicado em: 21.03.2022 às 03:00 Última atualização: 21.03.2022 às 11:18

Hoje, 21 de março, a Associação Comercial, Industrial, de Serviços e Tecnologia de São Leopoldo (Acist-SL) completa 102 anos. Atualmente presidida pelo empresário Felipe Luis Feldmann, 38 anos, diretor da Ferragem Feldmann, recentemente empossado para a gestão 2022/2023, a história da Acist teve início em 1920, quando 36 empresários se reuniram no prédio nº 83 da Rua Independência e decidiram oficializar a Associação Comercial de São Leopoldo. A entidade que, posteriormente, teve outros nomes até chegar a atual nomenclatura em 2015, conta com 329 associados (dados de dezembro de 2021). "Representam grande parte da força produtiva da cidade", afirma.

"A captação de novos associados é contínua. Observamos o aumento de micro e pequenas empresas no quadro, o que é um ponto de atenção importante para oferecermos soluções para este segmento, de modo a apoiar a sua consolidação", destaca o presidente.

Felipe Feldmann é o presidente da gestão 2022/2023
Felipe Feldmann é o presidente da gestão 2022/2023 Foto: Vitor Amoretti/Divulgação

Confira a entrevista com Felipe Feldmann:

Jornal VS - Você é um jovem empresário que preside uma entidade centenária já. Pretende atuar de forma a chamar mais jovens empresários para a Acist?

Felipe Feldmann - A renovação na diretoria vem acontecendo há várias gestões, unindo a experiência de lideranças com mais tempo de atuação. Nesta gestão, não será diferente, com vários integrantes jovens ou com atuação mais recente. Até porque as diretorias das empresas associadas também estão sendo formadas por lideranças de gerações mais novas, como é o caso da Ferragem Feldmann e muitas outras. O Núcleo de Jovens Empresários é outro exemplo do reconhecimento que a Acist tem junto aos empreendedores e empreendedoras que está iniciando.

VS - Quais são suas principais metas à frente da Acist-SL?

Feldmann - Os projetos que estão em andamento serão mantidos. Eles são avaliados periodicamente e ajustados conforme vão sendo implantados. Um exemplo é o Boletim Socioeconômico Trimestral. A publicação, criada em 2018, mantém-se até hoje e se faz cada vez mais importante não somente para a Associação, mas para todos leopoldenses. Iremos apoiar muito as ações para a formação de profissionais capacitados para as demandas das empresas locais. Assim como a Escola Técnica Frederico Schmidt surgiu, há anos, com apoio dos empresários e da Acist-SL, para contribuir com a indústria metalmecânica, formando jovens nas áreas da eletromecânica e eletrotécnica, precisamos incentivar a formação de estudantes com foco nas novas demandas da Tecnologia da Informação. Também iremos incentivar a integração das empresas focadas em tecnologia, como as localizadas no Tecnosinos, com as demais empresas locais. Pensamos em criar uma agenda periódica para promover este networking. Também desejamos estreitar mais o relacionamento com as demais entidades de classe. Temos como exemplo a importância desta integração a partir das medidas tomadas durante a pandemia, quando muitas soluções foram encontradas de modo conjunto, a exemplo da proposição de protocolos para os diferentes setores.

Na área de infraestrutura da Associação, continuaremos com a manutenção e modernização do suporte oferecido, para que o associado tenha ainda mais condições de utilizar as dependências da Associação para a realização de atividades que não consegue desenvolver nas suas empresas.

VS - Você integrou a diretoria passada como vice-presidente do Comércio. O que pretende manter e há algo que considera que precisa ser aprimorado?

Feldmann - A Associação teve somente dois presidentes do ramo do comércio ate agora, Emílio Muller, na década de 30 e, mais recentemente Valdir Mattos. E os desafios são grandes, porque o comércio cresce quando os demais setores crescem. Um deles é a revitalização do Centro, principalmente da Rua Independência, e o combate ao comércio informal. Há muito a ser definido, pois une tanto a iniciativa privada como o poder público. Também precisamos acompanhar o comércio nos bairros, conhecer mais a realidade dos mesmos e avaliar como a Acist pode colaborar para seu crescimento. Já apontamos, em um boletim socioeconômico, a redução, nos últimos anos, da representatividade do comércio em relação a outros setores, enquanto observamos crescimento do comércio em municípios lindeiros.

VS - Os dois últimos anos foram difíceis por conta da pandemia. Como projeta os próximos dois anos em que estará no cargo de presidente da Acist?

Feldmann - A pandemia realmente obrigou a tomada de decisões difíceis por parte da entidade e dos associados, mas também fortaleceu os vínculos da associação com seu principal público. Por meio do diálogo e da empatia, conseguimos manter o quadro de associados quase estabilizado. Como a pandemia ainda não passou, vamos continuar com a filosofia de estarmos juntos com os empresários, ampliando ainda mais o diálogo junto a eles e com os demais agentes da sociedade civil e órgãos públicos. Vamos continuar defendendo a desburocratização, apoiando o empreendedorismo e impulsionando a atividade econômica na cidade, pois ela reflete na qualidade de vida da população. Para isto, tenho certeza de que terei o suporte da diretoria e demais parceiros.

VS - Quais os principais desafios do empresário leopoldense e em geral?

Feldmann - Empreender no Brasil é um grande desafio. Isto é fato. Em São Leopoldo, há alguns desafios peculiares, como a necessidade de mão de obra qualificada para as novas profissões, principalmente ligadas à Tecnologia da Informação. E os dados do Boletim Trimestral que a Acist-SL vem publicando há dois anos mostram a urgência na melhoria da Educação Básica - justamente para servir de base para estes futuros profissionais. A qualidade de vida também é um desafio, pois muitos trabalhadores e empresários não compram e ou também não residem na cidade. Combater a informalidade no comércio local é outra meta importante, assim como o apoio para a modernização dos processos de forma a agilizar a abertura de empresas na cidade.

VS - Apesar de dificuldades, São Leopoldo vem crescendo economicamente. Acredita que 2022 também será um ano promissor para o desenvolvimento local?

Feldmann - O desenvolvimento local depende de uma série de fatores tanto externos - como a pandemia - quanto internos. Algumas grandes empresas estão fazendo investimentos visando ampliar a sua capacidade de produção e que alavancam o volume de empregos. Mas há centenas de pequenas e médias empresas que precisam de estímulos para seu desenvolvimento, assim como as novas precisam de acolhimento e acompanhamento.

VS - Como a Acist chega aos 102 anos? Qual o plano estratégico para os próximos anos?

Feldmann - Para São Leopoldo, realmente é um orgulho ter uma entidade centenária e que sempre contribuiu para o seu desenvolvimento e crescimento. O Planejamento Estratégico será revisto nas próximas semanas, mas é certo que contemplará atividades para contribuir ainda mais no apoio aos associados.

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