Publicidade
Opinião Opinião

União de prefeituras pela manutenção das casas de bombas do Sinos

Por Thiago Padilha
Publicado em: 13.07.2021 às 16:00 Última atualização: 13.07.2021 às 16:35

As prefeituras de São Leopoldo e Novo Hamburgo vão se unir para buscar junto à União recursos para a manutenção das casas de bombas e dos diques que fazem parte do sistema de contenção das águas do Rio dos Sinos. Os prefeitos Ary Vanazzi (PT) e Fátima Daudt (PSDB) se reuniram ontem à tarde para tratar de ações conjuntas envolvendo a drenagem da área localizada entre os dois municípios. "Definimos ações importantes para levarmos em conjunto. Vamos pressionar o governo federal para que libere verbas para a manutenção do sistema de diques do Rio dos Sinos", diz Vanazzi.

Há décadas, as duas cidades fazem a manutenção das casas de bombas, que são de propriedade e responsabilidade do governo federal. A regularidade do trabalho e o monitoramento das condições dos equipamentos são fundamentais para manter a população das áreas limítrofes em segurança nos períodos de enchente.

Regimento interno

A Mesa Diretora da Câmara de São Leopoldo apresentou projeto de resolução para atualizar o Regimento Interno e a formação da comissão especial para analisar o documento gerou polêmica. A presidente Ana Affonso (PT) justifica que "o uso do processo legislativo eletrônico evidentemente tornou obsoleto o regimento interno, que necessita de urgente revisão". Entre as novidades que podem ser implementadas, estão os projetos de lei sugestão, que na prática é a indicação feita à Prefeitura para que faça determinado projeto, como já ocorre em outras cidades.

Indicação polêmica

Para analisar a proposição, foi formada uma comissão especial composta por Iara Cardoso (PDT), Nadir Jesus (PT), Brasil Oliveira (PSD) e Marcelo Dentinho (PTB). A polêmica foi a indicação desses dois últimos pela presidente, já que eles representam os partidos da minoria — sete bancadas que têm só um vereador. As bancadas do PT e PDT têm três parlamentares cada.

Escolha da presidente

Ocorre que cinco dos sete vereadores da minoria colocaram o nome à disposição de integrar a comissão. Ao invés de ser feita uma votação para escolher os dois representantes os partidos "pequenos" ou deixar que eles decidissem quem indicar, Ana Affonso preferiu indicar Brasil e Dentinho.

Seria manobra?

Para os vereadores que ficaram de fora, o ato seria uma "manobra política" para que a base governista ficasse com a maioria dos postos na comissão (Iara, Nadir e Dentinho). Brasil foi convidado a participar porque apresentou proposta semelhante na legislatura passada.


O artigo publicado neste espaço é opinião pessoal e de inteira responsabilidade de seu autor. Por razões de clareza ou espaço poderão ser publicados resumidamente. Artigos podem ser enviados para opiniao@gruposinos.com.br
Gostou desta matéria? Compartilhe!
Encontrou erro? Avise a redação.
Publicidade
Matérias relacionadas

Olá leitor, tudo bem?

Use os ícones abaixo para compartilhar o conteúdo.
Todo o nosso material editorial (textos, fotos, vídeos e artes) está protegido pela legislação brasileira sobre direitos autorais. Não é legal reproduzir o conteúdo em qualquer meio de comunicação, impresso ou eletrônico.