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Opinião

Os humanos e os porcos

Por Marcos Schmidt
Publicado em: 18.01.2022 às 03:00

Écomum chamar a pessoa pelo nome de um animal quando merece reprovação. Por exemplo, alguém relaxado de porco. Mas, depois que o ser humano recebeu o transplante de coração do porco, é preciso rever estes adjetivos inspirados na lista dos animais irracionais. Por isto, não é justo comparar esta espécie da criação divina àqueles que jogam lixo nos rios - preciosidade pública que míngua com a estiagem. Qual o nome para esta gente criminosa?

Faz tempo que virei lixeiro de garrafas, sacolas, fraldas, copos - tudo plástico, nos fundos da casa da minha mãe onde se encontram dois rios. O município de Rolante é um lugar privilegiado com exuberante mata atlântica, cortado por rios e arroios que ainda conservam certo grau de preservação. O nome surge das fortes correntezas que "rolam" tudo abaixo no período das enchentes. Cheias que carregam todo o plástico jogado pelos animais racionais, que chega no Rio dos Sinos, no Rio Guaíba, na Lagoa dos Patos, e por fim, nos oceanos que estão virando "sopa de plástico".

Por falar em porco, diz Jesus na parábola do Filho Pródigo que o rapaz, depois de gastar toda a herança, "tinha vontade de comer o que os porcos comiam". Pródigo é desperdiçador. A única coisa que o filho não conseguiu gastar foi o amor do pai, que o recebeu de volta. O moral da história é o perdão de Jesus que corre em todas as direções, a água da vida que sacia e refresca a alma. Mas também poluída e desperdiçada. Mas, o imoral da história é que pode chegar a hora que nem humanos e porcos vão ter água para beber.


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