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Opinião

Geração Nem Nem: futuro ameaçado

Por Gabriel Souza
Publicado em: 21.01.2022 às 03:00

Além da crise da saúde e da economia, a pandemia agravou também a situação da juventude, escancarando a falta de perspectiva. Levantamento da consultoria IDados revela que o Brasil tem 12,3 milhões de jovens, até 29 anos, que não estudam nem trabalham. No RS, pesquisa encomendada pela Assembleia no ano passado identificou que 15,6% dos estudantes se afastaram dos cursos de ensino superior desde o início da pandemia.

Diante dessa dura realidade, propomos ao governo do Estado a criação de um programa de jovens aprendizes para oferecer à faixa etária de 14 a 24 anos oportunidades de aprendizagem profissional e de entrada para o mercado de trabalho. O objetivo é formular uma política pública para que o Estado possa contratá-los e, ao mesmo tempo, promover a qualificação profissional, que deverá colaborar também no combate à evasão escolar.

O Parlamento também vem fazendo a sua parte por meio da Política Estadual da Juventude. A lei, de minha autoria, regulamenta o Programa de Contratação de Jovens Aprendizes em âmbito estadual, permitindo aos órgãos públicos admitirem pessoas desta faixa etária. Em 2021, uma resolução regulamentou a medida e o processo para empregar jovens de 14 a 22 anos já está em andamento.

Mas ainda precisamos fazer mais. Para isso, defendo a realização de uma reforma na educação, que reduza este estrondoso percentual de quase um terço dos jovens fora da escola e fora do mercado. Precisamos preparar as futuras gerações e dar condições para que desenvolvam suas habilidades.


O artigo publicado neste espaço é opinião pessoal e de inteira responsabilidade de seu autor. Por razões de clareza ou espaço poderão ser publicados resumidamente. Artigos podem ser enviados para opiniao@gruposinos.com.br
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